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Acordo Mercosul-União Europeia fortalece parceria dentro do Mercosul

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, ministrou palestra na abertura do seminário sobre o Tratado de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia, realizado pela Assembleia Legislativa (ALESC), na noite desta quarta-feira, dia 30, em Florianópolis. 

Florianópolis, 30.8.2023 - “A ratificação do acordo Mercosul-União Europeia é relevante para fortalecer a parceria intra-mercosul. Se não houver algo que anime esses países a se reunirem, o Mercosul continuará patinando e em algum momento pode se encerrar”, afirmou a presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante. Ela ministrou palestra na abertura do seminário sobre o Tratado de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia, realizado pela Assembleia Legislativa (ALESC), na noite desta quarta-feira, dia 30, em Florianópolis. 

Para que o acordo possa avançar, há dois entraves principais: do lado europeu a Side Letter enviada ao Mercosul, que amplia exigências no campo ambiental. Já o bloco do Sul, solicitou a revisão do capítulo de compras governamentais, previsto no acordo, e rejeita a Side Letter. No âmbito do acordo, a União Europeia representa 27 países e o Mercosul quatro: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Maria Teresa explica que o Brasil é um país continental, com ampla fronteira, o que reforça a importância da parceria dentro do Mercosul. “Um acordo dessa natureza iria trazer novamente os quatro países à mesa de maneira constante e pró-ativa”, afirmou, salientando outros benefícios como: o impulso a uma nova visão geopolítica econômica da região, ampliação da participação dos países do sul no comércio mundial, integração às cadeias globais de valor e foco na agenda de economia verde, que é o tema carro-chefe da negociação.

Ainda no encontro, o presidente da FIESC em exercício, Ulrich Kuhn, destacou que, apesar da importância do Brasil no cenário global, o país tem poucos tratados comerciais firmados. “Esse tratado do Mercosul representa enormes desafios e oportunidades para a nossa indústria. As trocas comerciais são importante para a geração de riquezas”, observou.  

O presidente da Comissão de Relacionamento Institucional, Comunicação, Relações Internacionais e do Mercosul da Alesc, deputado Fernando Krelling, ressaltou o potencial econômico catarinense e brasileiro. “O acordo pode promover o aumento significativo das exportações quando estiver em vigor. Temos obstáculos, mas com a união de todos vamos avançar bastante”, disse.

O seminário prossegue nesta quinta-feira. Às 15 horas, o vice-presidente da FIESC para o Alto Vale do Itajaí, André Armin Odebrecht, vai participar de mesa-redonda que vai debater as oportunidades e desafios de SC nas exportações do agronegócio.
 

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