FIESC lançou nesta segunda-feira (29) petição em parceria com o Grupo ND, na presença de lideranças empresariais, parlamentares, autoridades e representantes da sociedade civil; acesse www.sosbrs.com.br e saiba mais sobre a iniciativa que marca a nova fase da campanha “SC Não Pode Parar”

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Florianópolis, 29.11.2021 - A Federação das Indústrias (FIESC) e o Grupo ND lançaram nesta segunda-feira (29) abaixo-assinado on-line para exigir investimentos nas rodovias federais do estado. Participaram do ato na sede da FIESC lideranças empresariais, parlamentares, autoridades e representantes da sociedade civil. Acesse www.sosbrs.com.br e saiba mais sobre a iniciativa que marca a nova fase da campanha “SC Não Pode Parar”.

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Além do governador Carlos Moisés, participaram da solenidade os senadores Dário Berger e Jorginho Mello; os deputados federais Carmem Zanotto, Celso Maldaner; o deputado estadual Silvio Dreveck; o presidente do Tribunal de Justiça (TJSC), Ricardo Roesler; os prefeitos Orvino de Ávila, de São José, Eduardo Freccia, de Palhoça, Libardoni Fronza, de Navegantes, e Clenilton Pereira, prefeito de Araquari e presidente da FECAM; o secretário estadual de infraestrutura Thiago Vieira; o diretor de operações da Arteris Litoral Sul, Antônio Cesar Saas; e, representando os trabalhadores, Ewaldo Gramkow, presidente da Fetimmmesc, e Vilmar de Faveri, da Fetiaesc. O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas, enviaram manifestações de apoio à FIESC.   

“Santa Catarina convive com tragédias e prejuízos em função do estado precário das rodovias federais. Por isso, todos os catarinenses podem e devem participar do abaixo-assinado que estamos lançando hoje”, enfatizou o presidente da FIESC, Mario Aguiar. “Sabemos que vários investimentos são necessários. Não podemos nos contentar apenas com as rodovias, SC é merecedora de um complexo ferroviário, para continuar a ser destaque nacional em termos de desenvolvimento e de qualidade de vida. Vamos mostrar a todos os parlamentares a nossa indignação com a falta de investimentos”, acrescentou. No próximo dia 6, a Federação lança agenda da infraestrutura demonstrando que o estado suporta e precisa de investimentos no modal ferroviário.  

Marcello Petrelli, presidente do Grupo ND, defendeu que entidades de classe devem ir além da defesa dos interesses dos seus associados. “Esta é uma demonstração clara da FIESC, com foco na solução de um problema grave para a sociedade. É o poder econômico do bem que muda a história de relacionamento da entidade com a sociedade”, disse. Petrelli enalteceu ainda a iniciativa do governo de investir 465 milhões em rodovias federais. “Sempre acompanhei a política e percebi o orgulho do político catarinense de representar um estado que ‘não precisa de nada’. Mas hoje essa conta está cara”, frisou.  

O governador Carlos Moisés lembrou que a infraestrutura é uma das bandeiras de sua gestão. “Estamos conseguindo avançar porque os prefeitos estão dando essa condição. Estamos investindo nos municípios mais de R$ 3 bilhões, que incluem iniciativas em infraestrutura. Separamos mais R$ 50 milhões do nosso orçamento para colocar à disposição do governo federal para que o ministério da infraestrutura possa fazer, pelo menos, as terceiras faixas da BR-282. Não firmamos convênio ainda porque o ministério não tem projeto para a 282”, adiantou Moisés. O governo também estuda a implantação de uma rodovia litorânea que ligará Joinville ao contorno viário da Grande Florianópolis. 

De acordo com pesquisa da CNT, em conjunto com a PRF, em 2020 Santa Catarina ocupou a segunda posição no ranking nacional de acidentes de trânsito. Entre 2011 e 2020 foram 134.222. Os custos com o sistema de saúde e danos materiais alcançaram o valor de R$ 18,6 bilhões – muito mais do que os investimentos necessários para manter uma razoável estrutura rodoviária.

Estão na pauta do abaixo-assinado as obras de duplicação de rodovias estratégicas, que têm sido postergadas por anos; estradas em estado precário, que exigem restauração; e medidas para melhorar a segurança e eficiência dos corredores logísticos estratégicos. “O atual cenário implica prejuízos sociais, econômicos e ambientais inestimáveis e ameaça todos os setores econômicos – indústria, comércio, serviços, turismo e agropecuária. Este abaixo-assinado será entregue ao presidente da República”, informou o presidente da FIESC.

SC Não Pode Parar

O movimento SC Não Pode Parar tem rodado o estado. Já foram realizados seminários em Chapecó, Navegantes, Rio do Sul e Jaraguá do Sul para mobilizar as regiões para o assunto. Os próximos fóruns ocorrem em Criciúma, no dia 1º de dezembro, e em Lages, no dia 13 de dezembro.  Patrocinam a iniciativa a Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), Portonave, Porto de Itapoá, Multilog, Aurora Alimentos, Pamplona Alimentos e Manoel Marchetti.

Nesta segunda (29), foi formalizado ainda o apoio ao movimento das federações de trabalhadores nas indústrias Metalúrgica, Mecânica e do Material Elétrico de SC (Fetimmmesc); da indústria gráfica, da comunicação gráfica e dos serviços gráficos (Fetigesc); da construção e do mobiliário (Feticomsc); e das Indústrias de Carnes e Derivados, Indústrias da Alimentação e Afins de Santa Catarina (Fetiaesc) e os sindicatos filiados a ela em Xanxerê, Seara, Campos Novos, Tubarão, Maravilha, Capinzal e Guatambú. A Força Sindical e a Nova Central Única de Trabalhadores de Santa Catarina também apoiam a iniciativa. 

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Veja mais opiniões:

“Santa Catarina é uma locomotiva econômica de excelência que ocupa 1% do território nacional, é a sexta economia e a 23ª em retorno (de recursos). [A falta de recursos para infraestrutura] É inadmissível. Se fossemos um país, teríamos nossos problemas resolvidos. Recebemos pouco mais de 10% do que contribuímos para a União”. Dário Berger, senador da República por Santa Catarina.

“A luta da FIESC pela melhoria da malha viária é histórica. O governo federal tem que olhar para Santa Catarina com mais respeito e valorização. Não podemos ser punidos por fazer o dever de casa. O que nós produzimos, pelo tamanho que nós temos em relação a outros estados, somos gigantes na produção, em todos os setores. Então, o governo federal nos deve”. Jorginho Mello, senador da República por Santa Catarina.


Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC