Rio do Sul, 17.08.2026 - O número de afastamentos do trabalho relacionados a transtornos mentais e comportamentais cresceu 15,66% no Brasil em 2025, em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Fundacentro. Entre as principais causas estão a ansiedade e a depressão. Outro registro mostra que, em 2024, dos 481 mil afastamentos por problemas de saúde mental, apenas 9 mil estavam relacionados ao trabalho.
Mesmo assim, o cenário pede a atenção das empresas. Por isso, desde maio, os fatores de risco psicossociais passaram a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), conforme atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) é uma das ferramentas que podem ser utilizadas para atender a legislação, identificar situações de risco e criar ações preventivas.
No Alto Vale, desde o início do ano, as indústrias contam com o SESI +Saúde para realizar a AEP. As equipes fazem a avaliação aplicando a metodologia Job Stress Scale (JSS) para identificar causas de riscos psicossociais no trabalho. O método avalia três dimensões - demanda psicológica, controle sobre as atividades e apoio social - para identificar situações que podem não ser percebidas na rotina. Até o momento, foram atendidas mais de 160 indústrias e avaliados 467 setores. A partir dos resultados, as equipes do SESI orientam sobre as adequações necessárias e as medidas de prevenção.
“A identificação dos riscos psicossociais amplia o olhar sobre a saúde ocupacional. O foco não está apenas nas características individuais dos trabalhadores, mas também nas condições em que o trabalho é organizado e realizado”, detalhou Felipe Afonso Laber, coordenador de Saúde do SESI Alto Vale.
Com informações de Assessoria de Imprensa FIESC Alto Vale.