Brasil precisa valorizar mais a educação profissional

Presidente da FIESC participou nesta sexta (1º) do Congresso Educasul, em Florianópolis, e defendeu investimentos no ensino técnico para elevar a produtividade do setor produtivo
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  • Côrte pediu mais atenção ao ensino profissionalizante (Foto: Filipe Scotti)

 

Florianópolis, 1º.09.2017 – O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, participou nesta sexta-feira (1º) de debate sobre ensino médio, educação profissional e suas interfaces com o mercado de trabalho. Ele destacou a relevância do ensino profissional para a indústria. “A educação profissional é essencial para a melhoria da competitividade do setor produtivo”, afirmou. O encontro integrou programação do Congresso Educasul, realizado anualmente em Florianópolis, que nesta edição abordou o tema Ensino Médio e Formação Integral: perspectivas e desafios. Cerca de 1,3 mil pessoas acompanharam o evento. 

“Pesquisa do SENAI mostra que 8 em cada 10 pessoas conseguem emprego em até um ano após a conclusão do curso. Além disso, estudos mostram que 79,5% dos jovens atribuem grande importância a um curso técnico para seu futuro profissional”, citou Côrte. Mas a educação profissional ainda é pouco explorada no Brasil, onde apenas 9,7% dos jovens cursam o ensino médio simultaneamente a um curso técnico. Este índice chega a 75% na Áustria e a 70% na Finlândia. “Um aluno não deve estar satisfeito ao concluir o ensino técnico, mas é importante que tenha essa formação. Se quiser prosseguir dali pra frente, conseguirá com uma condição melhor, se for necessário pagar um curso (superior)”, complementou, lembrando que a formação técnica facilita o acesso ao mercado de trabalho.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD), 84,7% dos catarinenses de 15 a 17 anos estão matriculados na escola, independentemente do ano que estão cursando. No entanto, aos 19 anos, apenas 67,7% dos jovens concluíram o ensino médio. 

Participaram ainda do debate a reitora do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Maria Clara Kaschny Schneider, e a especialista do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), Fernanda Andrade Santos. 

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