Em evento promovido pela FIESC, Gregor Kemper defendeu investimentos para reintegrar o trabalhador afastado e Carlos Domingos falou sobre estímulos para inovar a partir de dificuldades identificadas na empresa

Confira a cobertura fotográfica completa no Flickr da FIESC.
 
Florianópolis, 28.6.2018 – Investir na reabilitação profissional e em inovações que solucionem os desafios nos negócios já existentes foram as mensagens centrais repassadas por especialistas que participaram da Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, na manhã desta quinta-feira (28), em Florianópolis. O evento é realizado na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e, à tarde, abordará educação integral e as agendas da indústria para o desenvolvimento do Estado e do Brasil.

Kemper falou sobre os desafios da digitalização na seguridade social. “Temos que repensar a realidade por conta do mundo digitalizado. Há muitas pessoas vivendo na rua, com medo de um futuro incerto, de que os robôs tomem conta e tirem seus empregos”, alertou o especialista. Na Alemanha, o sistema é sustentado por três pilares: prevenção, reabilitação e compensação. “Quando há uma boa reabilitação, não precisamos pagar a compensação. O sistema precisa garantir as mesmas condições de trabalho anteriores ao acidente. Essa é a tríade do benefício”, explicou.

A prevenção é um debate muito controverso e difícil, de acordo com Kemper. Para ele, é necessário ter uma ‘visão zero’ em relação ao mundo do trabalho. “Será que podemos ter um mundo sem acidentes fatais? Sempre que há humanos envolvidos, há erros. Por isso, erros não são evitáveis, mas acidentes graves sim”, alertou o especialista. Ele afirmou que o Brasil possui bons centros de reabilitação, mas que o início do tratamento ainda é muito tardio. “Quanto mais nos afastamos do trabalho, mais difícil se torna a possibilidade de nos reintegrar. Um tratamento mais rápido e breve é o ideal para uma reintegração bem-sucedida”, defendeu Kemper. 

O publicitário Carlos Domingos relatou o caso de um funcionário que via todos os dias uma quantidade de plástico ir para o lixo. A empresa permitiu que ele levasse esse resíduo para casa, onde ele e um grupo de amigos começaram a estudar o material e assim nasceu a Tupperware. “São casos reais que estão embaixo do nosso nariz e a gente não presta atenção. Estamos focados em metas e em trabalhar como um relógio. Então, acabamos não prestando atenção ao que acontece ao redor”, ressaltou, lembrando que inovar não significa criar um produto do zero. 

Para Domingos, a inovação deve estar presente nas empresas, independentemente do porte. “Inovação não é um luxo, uma coisa que você deve investir no momento em que tem dinheiro sobrando. A verdadeira inovação surge a partir de um problema. Se você encontra o maior problema que sua empresa tem e foca nele, a chance de encontrar uma inovação e estar à frente dos concorrentes é grande. A inovação é solução e não pressão", declarou. 

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou os esforços da entidade nas áreas de saúde e segurança e de tecnologia e inovação. “A inovação é reconhecida como um dos principais fatores de crescimento a longo prazo, tanto no âmbito da vida pessoal como no mundo dos negócios. Do ponto de vista das empresas, essas transformações tornaram a readequação da estrutura produtiva e a agilidade na assimilação de novos conhecimentos um imperativo para a competitividade”, ressaltou. “Avançamos muito na proposição de uma indústria mais competitiva, inovadora e com ambientes mais seguros e saudáveis. Nosso compromisso é avançar sempre”, complementou.

A Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense é uma realização da FIESC com patrocínio de SESI, SENAI, PREVISC, CrediFIESC e BRDE e com o apoio institucional da Associação Catarinense de Imprensa. O evento terá suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) inventariadas, utilizando a metodologia GHG Protocol, e compensadas por meio de restauro florestal de Mata Atlântica. É uma iniciativa do Plano Sustentabilidade para a Competitividade da Indústria Catarinense da FIESC.

Ordem do Mérito Industrial – Nesta sexta-feira, dia 29, a FIESC realiza a outorga da Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina. Serão reconhecidos os industriais Emir Luiz Bressan (Usipe Fundidos e Usinados, de Içara), Gilberto Luiz Zanette (Indústria Santa Luzia, de Braço do Norte), Irani Pamplona Peters (Pamplona Alimentos, de Rio do Sul), Miguel Abuhab (Neogrid, de Joinville), além do presidente do Conselho Nacional de Educação, Eduardo Deschamps. Instituída pela Federação, a comenda é o mais alto reconhecimento da indústria do Estado. A cerimônia é exclusiva para convidados. 

Assessoria de Imprensa
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