Florianópolis, 28.08.2025 - O desenvolvimento de novos insumos, produtos e cadeias de suprimentos para a indústria, além da promoção do desenvolvimento social baseado na exploração sustentável da biodiversidade brasileira, estão na agenda dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia em Santa Catarina. Soluções que vêm sendo desenvolvidas nestas áreas foram apresentadas nesta quinta-feira, dia 28, aos integrantes do Comitê Técnico Consultivo do Institutos.
Em parceria com a indústria, pesquisadores da rede estão trabalhando em projetos como a formulação de um meio de cultivo vegano para substituir o uso do soro fetal bovino, um suplemento universal para o cultivo celular; de um biodefensivo para controle do greening, uma doença grave e destrutiva do citros; e a identificação de microrganismos da pele e do cabelo para que a indústria de cosméticos possa desenvolver soluções personalizadas baseadas no microbioma.
Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a atuação dos Institutos do SENAI é decisiva. “A pesquisa e o desenvolvimento são fundamentais para gerar inovação, fortalecer a indústria e melhorar o bem-estar da sociedade. O trabalho do Instituto conecta ciência às necessidades reais do setor produtivo”, afirma.
O diretor-regional do SENAI, Fabrízio Pereira, lembra também que formar talentos para áreas como new space, bioeconomia, economia de baixo carbono, manufatura aditiva avançada, transformação digital e robótica redutora de riscos é estratégico para o futuro da indústria. “Hoje, os Institutos SENAI respondem por mais de 50% das nossas operações, o que reforça a urgência de qualificação e a relevância desse trabalho para gerar inovação e competitividade”, enfatiza.
Desafios da bioeconomia
Leonardo Oliveira, gerente de operações do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, elencou os desafios futuros para consolidar a bioeconomia no país, como a substituição de insumos de fontes não renováveis, o estímulo à agricultura regenerativa e sustentável, o avanço da medicina de precisão e a descarbonização da indústria.
Fernanda Berti, diretora executiva do JBS Biotech Innovation Center e integrante do comitê, complementou que é muito positivo observar o avanço do tema em Santa Catarina, desenvolvendo soluções baseadas em biotecnologia para enfrentar transformações necessárias. “Temos muitos desafios pela frente e precisamos nos organizar como ecossistema para tratar de temas tão complexos. Essa conexão entre diferentes frentes é difícil, mas vital para que possamos ser competitivos”, avalia.
Na mesma linha, o gerente-executivo de inovação e tecnologia do SENAI, Mauricio Cappra Pauletti, destaca que “precisamos fortalecer os arranjos entre indústria, academia e governo, garantindo convergência para que projetos mobilizadores de longo prazo e de alto impacto possam avançar”.
Os institutos de inovação são referência nacional em suas áreas de atuação e, por meio de pesquisa aplicada, promovem o desenvolvimento de novos produtos, processos e soluções industriais customizadas. Já os institutos de tecnologia oferecem serviços de consultoria, metrologia e projetos de inovação, promovendo também parcerias com universidades, centros de pesquisa e investidores.
Em Santa Catarina, são 10 unidades, sendo três de inovação, em Processamento a Laser, Sistemas de Manufatura e Sistemas Embarcados. Os institutos de tecnologia em Alimentos e Bebidas, Cerâmica, Madeira e Mobiliário, Mobilidade Elétrica e Energias Renováveis, Têxtil, Vestuário e Design atendem os principais segmentos da indústria catarinense. Já os institutos Ambiental e de Excelência Operacional oferecem soluções em sustentabilidade e melhoria de processos produtivos para todos os setores econômicos.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
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