Pesquisa da FIESC revela que dos 14 setores pesquisados, 13 registaram crescimento no período

Florianópolis, 2.8.2018 – As vendas da indústria catarinense fecharam o primeiro semestre do ano com alta de 13% em relação ao mesmo período em 2017, com dados dessazonalizados, informa a pesquisa indicadores industriais, da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Das 14 atividades consultadas, 13 registraram crescimento, com destaque para produtos de metal (alta de 32,5%), produtos alimentícios (aumento de 31,1%) e vestuário e acessórios (expansão de 27,9%). Celulose e papel foi o único setor com desempenho negativo (-2,7%) no período. Em junho, o faturamento cresceu 35,8% em comparação com o mês anterior, mostram os dados dessazonalizados. Clique aqui e saiba mais.  

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, observa que o resultado de junho está associado à normalização do transporte de cargas. “Em junho houve uma explosão no crescimento das vendas em praticamente todo o País. Isso se deve basicamente ao represamento que tivemos em maio com a paralisação do transporte. Então, as indústrias deixaram de faturar. Parte daquilo que não foi faturado em maio acabou somando com o faturamento normal de junho. No caso de Santa Catarina, talvez mais importante que esse índice pontual, é que os principais segmentos industriais cresceram de janeiro a junho, exceto celulose e papel que teve pequena queda nas vendas, embora tenha aumentado a produção”, explica.

Côrte ressalta que no primeiro semestre as vendas da indústria catarinense aumentaram 13% contra 4,4% do setor no País. “Então, crescemos três vezes mais que o Brasil, mantendo mais ou menos a mesma performance do ano passado. Santa Catarina sempre teve um crescimento acima da média nacional”, compara, salientando que único dado negativo do Estado são as exportações, que registraram queda por causa dos embargos. “Gradativamente Santa Catarina está recompondo suas atividades de produção e vendas. Vamos encerrar o ano com bom nível de crescimento”, disse, lembrando que mês a mês tem se expandido a utilização da capacidade instalada. “E isso se reflete na geração de empregos, por exemplo. De janeiro a junho, a indústria de transformação catarinense gerou cerca de 21 mil novos postos de trabalho e a da construção civil 3,7 mil aproximadamente. Isso indica um início de recuperação do crescimento”, concluiu. 

Faturamento nacional: O faturamento real da indústria nacional aumentou 26,4% em junho na comparação com maio, na série livre de influências sazonais, recuperando com folga a queda de 16,7% de maio, informa levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). As horas trabalhadas na produção cresceram 1,3% em junho frente a maio, na série de dados dessazonalizados. Com isso, o indicador não conseguiu reverter a queda de 1,7% do mês anterior.  O nível de utilização da capacidade instalada aumentou 0,8 ponto percentual em junho na comparação com o mês anterior também na série com ajuste sazonal, depois de cair 2,2 pontos percentuais em maio.  Com a alta de junho, o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 76,7%, menor do que os 77,2% registrados em junho de 2017, na série dessazonalizada.

 

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