Esta é uma das conclusões da manhã de debates da 4ª edição da Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense

Acesse a cobertura fotográfica no Flickr da FIESC e acompanhe a transmissão ao vivo no site da Jornada

Florianópolis, 20.05.2015 – “Somos responsáveis por nossa saúde e a falta dela ocorre por causa de nós mesmos, em decorrência das nossas escolhas”, defendeu o pioneiro na integração da saúde, qualidade de vida e performance nas organizações e fundador do International Institute of Health Promotion (IIHP), Robert Karch. O pesquisador abriu o circuito de palestras e debates na 4ª edição da Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O encontro debate temas fundamentais para o desenvolvimento do setor industrial nos próximos anos e conta com a presença de empresários, diretores e gerentes de indústrias, autoridades, representantes de universidades e dirigentes de sindicatos de indústria.

De acordo com Karch, a promoção da saúde deve ser avaliada na sua totalidade. “É quase impossível a existência de uma companhia de qualidade composta por empregados sem saúde. Se eu não tenho saúde como indivíduo é muito difícil ser um membro da sociedade funcional. Tendo um empregado saudável se cria uma força de trabalho saudável”, disse Karch, destacando ainda que as pessoas devem ser proativas e promover a saúde do indivíduo integralmente. Karch também é autor do livro Global Perspectives in Workplace Health Promotion.

Na abertura do evento, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou a necessidade de ações capazes de reverter esse quadro que afeta a produtividade. “Dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial revelam que os principais fatores que afetam o desempenho dos trabalhadores estão relacionados ao estilo de vida, tais como distúrbio de sono, dores nas costas e no pescoço, colesterol alto, ansiedade e hipertensão. Estes males geram impactos como presenteísmo (presença física com baixa produtividade), gastos com assistência médica, absenteísmo (falta ao trabalho) e incapacitação no médio e longo prazo”, pontuou Côrte, enfatizando que, no futuro, poucas empresas estarão preparadas para pagar as contas de custos com a saúde, a menos que se antecipem e cuidem dos seus trabalhadores.

O presidente da Associação Internacional de Promoção da Saúde (IAWHP), George Pfeiffer, posicionou a promoção da saúde a partir de uma perspectiva mais ampla, pensando também no contexto de um trabalhador como um todo. “Devemos olhar para a promoção da saúde como uma estratégia de sustentabilidade para os negócios. Se a promoção da saúde do trabalhador é meramente uma tática, ela pode ser facilmente substituída se não oferecer os resultados esperados”, disse. Pfeiffer atua há 42 anos na área de promoção da saúde no ambiente de trabalho, tendo publicações citadas no New York Times, Business Week, Fortune Washington Post, dentre outros. É fundador e presidente da organização The Work Care Group.

Para concluir os debates da manhã, Bento de Toledo Rodovalho, responsável pela área médica da Gesto Saúde e Tecnologia (GST), Gilberto Casas, gerente de Recursos Humanos da Marisol, e Rodrigo Bornhausen Demarch, gerente de Qualidade de Vida e Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, participaram de painel que discutiu os desafios e contribuições da gestão de saúde para a indústria.

A Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense segue até sexta-feira (22) e as palestras são gratuitas. O evento é uma realização da FIESC em parceria com o SEBRAE/SC. Tem o patrocínio dos departamentos nacional e estadual do SESI e do SENAI, PREVISC, Optitel e CREDIFIESC, além de apoio do BRDE. A Associação Catarinense de Imprensa (ACI) é apoiadora institucional.

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