Na entrega da Ordem do Mérito Industrial, Mario Cezar de Aguiar disse que a indústria apoia incondicionalmente a reforma e enfatizou a necessidade de manter e regulamentar os incentivos fiscais. Ao abordar o cenário político do país, ponderou que é preocupante falar em impeachment com menos de 150 dias de mandato e convidou a plateia a refletir sobre o papel de empresários e cidadãos

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Rui Altenburg


Glauco José Côrte


Leonardo Fausto Zipf



Sidney Haroldo Teruo Ogochi
 

Florianópolis, 24.5.2019 – “Precisamos dizer com clareza e firmeza que o setor industrial catarinense apoia incondicionalmente a reforma previdenciária, essencial para restabelecer o equilíbrio fiscal, atrair investimentos e manter a roda da economia girando”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, na solenidade de entrega da Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, na manhã desta sexta-feira (24), em Florianópolis. “Em âmbito estadual, defendemos a manutenção e regulamentação dos incentivos fiscais”, disse no evento que marcou o encerramento da Semana da Indústria, iniciativa que promoveu ações em todo o estado nas unidades de SESI e SENAI.

“Há uma ideia equivocada de que se trata de renúncia fiscal. Mas ninguém pode abrir mão daquilo que não possui. A alegada renúncia é sobre uma arrecadação que não existiria sem os incentivos fiscais. Eles mantêm e atraem empresas que movimentam a economia, geram empregos e elevam a arrecadação do tesouro”, resumiu Aguiar. Ele mencionou as reuniões realizadas nos últimos meses com o governo do estado para equacionar a regulamentação setorial dos incentivos fiscais dentro dos parâmetros legais, preservando setores econômicos fundamentais para a geração de empregos e a arrecadação pública. “Temos convicção de que esse capítulo em breve será concluído, com o encaminhamento à Assembleia Legislativa das pautas como foram acordadas com o setor produtivo, para que as mesmas sejam aprovadas, convertidas em lei e sancionadas em tempo hábil”, afirmou.

O presidente da FIESC ressaltou a trajetória vitoriosa dos homenageados e disse que eles honram a classe industrial do estado. Receberam a Ordem do Mérito Industrial Glauco José Côrte (vice-presidente executivo da CNI), Leonardo Fausto Zipf (Duas Rodas Industrial) e Sidney Haroldo Teruo Ogochi (Ogochi Menswear). O empresário Rui Altenburg, da empresa Altenburg, recebeu a comenda máxima da indústria nacional, a Ordem do Mérito Industrial da CNI. Também foi entregue o Mérito Sindical. Veja abaixo os sindicatos homenageados.

Ainda em seu discurso, Aguiar chamou a atenção para o momento político e econômico delicado pelo qual passa o país. “Assistimos perplexos a notícias como a discussão sobre o impeachment do presidente da República. Lembramos que decorreram menos de 150 dias de mandato. Isso é algo preocupante e paradoxal para um país que o elegeu com 57 milhões de votos. Somente em nosso estado, recebeu 2,8 milhões de votos, mostrando que Santa Catarina apostou alto num Brasil diferente”, argumentou, convidando a plateia a refletir. “Conclamo aos colegas empresários e a todos os que aqui se encontram para que invistamos e nos esforcemos na defesa intransigente de um novo Brasil”, afirmou.

Côrte, que é vice-presidente da CNI e representou a entidade, reforçou a importância da aprovação da nova previdência e disse que este é um momento de celebração, mas, também, de convocação a todos para enfrentar os grandes desafios que afetam o país. “Vivemos, de fato, tempos difíceis. A recuperação da economia exige uma ação coordenada do Executivo, do Congresso e da sociedade para aprovar as reformas que criarão as condições para o crescimento sustentado do país. A principal dessas medidas, de curto prazo, é a reforma da previdência. Na atual conjuntura, de enormes restrições fiscais e dificuldades na economia, não podemos deixar de dar ênfase à reforma da previdência”, declarou, salientando que o sistema atual é inviável do ponto de vista financeiro, injusto do ponto de vista social e desalinhado com o extraordinário crescimento da expectativa de vida da população.

Leonardo Zipf, que discursou em nome dos homenageados, disse que a história dentro do empreendedorismo é marcada pela importância e relevância do ser humano como fator determinante para alcançar os sonhos e destacou a importância da inovação e das pessoas para a perenidade das organizações. “O futuro é delineado por ações que estamos criando no presente. O caminho é construído passo a passo. Uma marca se torna referência quando o propósito está à frente dos interesses pessoais. Afinal, são vários corações que pulsam pelo sucesso e pela imagem de uma empresa”, afirmou.  

"Receber essa honraria é uma emoção. Agradeço aos colaboradores, gerentes, diretores e à minha família. Sem o apoio deles, com certeza, não alcançaríamos a posição que temos hoje no mercado”, disse Rui Altenburg, lembrando que a companhia tem 97 anos de existência e ele está à frente do negócio desde 1970.

O deputado Marcos Vieira, que representou a Assembleia Legislativa na solenidade, lembrou o trabalho do parlamento na questão dos incentivos fiscais e a importância de manter a competitividade da indústria catarinense. “Santa Catarina é um dos principais consumidores de matérias-primas porque aqui se produz e se vende para outros estados e países. Para exportar temos que ter competitividade e isso significa não cobrar imposto no início da cadeia produtiva. Foi um equívoco a edição dos decretos 1866 e 1867, que causaram uma reação muito grande no setor produtivo”, afirmou.

O deputado federal Hélio Costa destacou a qualidade dos produtos catarinenses e disse que o gabinete está aberto. “Me orgulho muito da classe industrial de Santa Catarina. Vocês são merecedores dos nossos aplausos”, finalizou.

Perfil dos homenageados


Ordem do Mérito Industrial da CNI

Rui Altenburg – natural de Blumenau, o empresário do ramo têxtil Rui Altenburg deu continuidade ao negócio iniciado em 1922 por sua avó, Johanna Altenburg, com a fabricação artesanal de acolchoados. Desde criança, ele convivia com sua mãe no ambiente de trabalho, brincando com retalhos e tesouras. Estudou na Escola Técnica Tupy, buscando conhecimento na área mecânica. Entrou na empresa da família em 1970 como estagiário. Depois de assumir a presidência, transformou a Altenburg numa companhia que atende mais de 9 mil pontos de venda e emprega mais de 1,7 mil pessoas. São 10 lojas próprias em operação e cinco unidades fabris: duas em Blumenau (SC), além de mais duas no país – no Sergipe e em São Paulo – e uma recentemente inaugurada no Paraguai.

Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina

Glauco José Côrte – natural de Timbó, é vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria, membro do Conselho Deliberativo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações) e do Board of Trustees, Fraunhofer Project Center for Advanced Manufacturing@ITA. Foi vice-presidente executivo da Portobello S/A e diretor da Portobello América (EUA), diretor financeiro e de relações com o mercado da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN (1983-1985), e presidiu o Conselho de Administração da Celesc S/A no período de 2005 a 2010. Foi presidente da FIESC de 2011 a 2018, com gestão notabilizada pelas ações na área educacional, com destaque para o Movimento Santa Catarina pela Educação.

Leonardo Fausto Zipf – nascido em Blumenau, ele iniciou sua carreira na Duas Rodas na área de produtos para sorvetes, em 1988. Presidente da empresa, conduz uma política ativa de incentivos a projetos sociais que receberam aportes de R$ 1,1 milhão em 2018. Liderou ainda o movimento de internacionalização da companhia, que possui sete unidades fabris na América Latina: três no Brasil (Santa Catarina, Sergipe e São Paulo), e quatro no exterior (Argentina, Chile, Colômbia e México). A Duas Rodas emprega 1,5 mil trabalhadores e conta com mais de 3 mil itens no portfólio. Possui sete centros de pesquisa e desenvolvimento de produtos e destina 5% do faturamento para este fim.

Sidney Haroldo Teruo Ogochi – neto de imigrantes japoneses, o empresário que nasceu em Wenceslau Braz (PR) escolheu Santa Catarina para implantar, aos 20 anos, seu próprio negócio no ramo de confecções. Para dar início à Ogochi Menswear, na cidade de São Carlos, ele vendeu em 1989 sua moto e somou o valor obtido às economias guardadas desde os 14 anos, quando começou a trabalhar. Hoje, a indústria emprega 1,1 mil pessoas e possui unidades fabris em Águas de Chapecó, Planalto Alegre, Saltinho e Caxambu do Sul, além de escritório em São Paulo. Em 2018, a Ogochi produziu mais de 4,7 milhões de peças e obteve receita de R$ 195 milhões, resultado 37% maior do que o registrado no ano anterior. Há sete anos, a indústria é listada pela Revista Exame entre as que mais crescem no país.

Sindicatos homenageados


25 anos de filiação à FIESC
Sindicato da Indústria de Couro, Calçados, Vestuário e Artefatos de Couro de Caçador
Sindicato das Indústrias de Pré-Moldados e Artefatos de Cimento da Grande Florianópolis
Sindicato das Indústrias Gráficas de Concórdia

30 anos de filiação à FIESC
Sindicato da Indústria do Vestuário de Joinville
Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Lages
Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Porto União

40 anos de filiação à FIESC
Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Joinville
Sindicato da Indústria do Vestuário do Sul Catarinense
Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Brusque
Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de Santa Catarina

50 anos de filiação à FIESC
Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de São Bento do Sul

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