Uma das primeiras atribuições será participar da criação de um observatório que monitore estudos e boas práticas mundiais sobre o tema

Acesse a cobertura fotográfica do evento no Flickr da FIESC

 

Florianópolis, 19.05.2015 – O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, foi nomeado nesta terça-feira (19) Embaixador Global para a Promoção da Saúde e do Bem-Estar no Ambiente de Trabalho. O anúncio foi acompanhado da criação de um conselho consultivo mundial sobre o assunto, que terá seus dez integrantes nomeados pelo Serviço Social da Indústria Santa Catarina (SESI/SC) e  pelo Centro Global para Ambientes de Trabalho Saudáveis (GCHW, na sigla em inglês). Uma das primeiras atribuições do embaixador e do conselho será a criação de um observatório que monitore estudos e boas práticas mundiais sobre o tema. Os anúncios foram feitos no segundo e último dia do Global Healthy Workplace Award and Summit, realizado em Florianópolis.

"Compreendo que este convite se deve mais a um reconhecimento ao trabalho da nossa equipe, que preparou este evento com muito carinho, muita eficiência e muita competência. Desta forma, eu aceito, compartilhando com eles esta responsabilidade", afirmou Côrte.

O industrial ressaltou ainda o legado que o evento deve deixar. "Os assuntos que aqui foram apresentados, discutidos, certamente não ficarão confinados aos limites deste belíssimo local. Seus ecos haverão de alcançar países, empresas e dirigentes de todos os continentes", disse.

Para Tommy Hutchinson, co-fundador do GCHW, o observatório será um local de pesquisa mundial sobre o tema. Ele convidou empresários, trabalhadores, governos e pesquisadores para participarem desta "jornada empolgante".

Premiação - Na cerimônia de encerramento do evento foram conhecidas as empresas premiadas por suas ações de promoção do bem-estar de seus trabalhadores. Elas foram divididas em três categorias: multinacional, grande porte e pequeno e médio porte.

Conheça as vencedoras:

Categoria multinacional - A companhia da área da saúde GlaxoSmithKline destacou a necessidade de conexão entre os valores defendidos externamente pela empresa e os praticados internamente. E para incrementar a qualidade de vida de seus empregados ela realizou uma pesquisa própria, que indicou os maiores riscos à saúde de seus trabalhadores. A partir destes resultados, desenvolveu campanhas de sensibilização e engajamento de suas lideranças para implementar as ações necessárias para diminuir estes riscos.

Categoria grande porte - A Unilever Brasil, multinacional britânica-holandesa de bens de consumo, conta com mais de 14 mil funcionários no Brasil. Para a empresa, saúde não é um gasto mas sim, um investimento. A diretora Médica e de Saúde Ocupacional da Unilever Brasil, Elaine Molina, destaca o retorno do investimento em qualidade de vida. “De 2013 para 2014 tivemos o retorno de 4,42 euros para cada euro investido em programas de saúde. De 2014 para 2015 esse indicador se elevou, apresentando um retorno de 6,48 euros para cada 1 euro investido”, informou Molina. Dentre as ações implementadas estão o Gym Pass, um cartão que permite aos funcionários frequentarem academias credenciadas ao programa; iniciativas que atuam no emocional dos trabalhadores como horário flexível, ginástica laboral e ambiente com layout aberto, além de suporte financeiro, jurídico social e psicológico para os trabalhadores.

Categoria pequeno e médio porte - A Lan Spar Bank, um banco dinamarquês de 400 funcionários, implantou o programa “Banco em Movimento”, com o objetivo de aumentar a receita, satisfazer os clientes, ter colaboradores felizes desempenhando suas respectivas funções e redução de absenteísmo. A tática para alcançar essas metas foi fazer com que todas as lideranças apoiassem a inciativa, que se tornou estratégica dentro da empresa. “Pessoas felizes quando reunidas encontram boas soluções mais rapidamente. A implantação do programa melhorou o ambiente organizacional”, afirmou o vice-presidente executivo da Lan Spar Bank, Keld Thornaes, complementando que após a implantação do programa a produtividade da empresa subiu, o absenteísmo (faltas ao trabalho) reduziu de oito para 3,9 dias e os colaboradores passaram a adotar um estilo de vida mais ativo e saudável.

Debates - Martha Russell, diretora executiva da mediaX, da Universidade de Stanford, falou sobre o futuro do trabalho e o impacto na saúde e no bem-estar. Segundo a pesquisadora, o ambiente de trabalho passa por rápidas transformações. ”A área de trabalho hoje é global. Os trabalhadores são desafiados a serem mais produtivos, de maneira local, mas as companhias competem no âmbito global. A globalização da informação, transporte e infraestrutura, além do impacto local das comunidades, influenciam os ambientes organizacionais”, explicou Russel, enfatizando que os trabalhadores devem dar real significado para o trabalho.

Segundo o pesquisador Nicolas Pronk, da HealthPartners, os itens que exercem mais impacto sobre o bem-estar dos trabalhadores são os fatores sociais e econômicos (40%), os comportamentos saudáveis (30%) e os serviços médicos (20%). Dados de empresas americanas citados pelo pesquisador mostram, no entanto, que 88% dos investimentos empresariais nesta área se destinam aos serviços médicos. Outros 4% são aplicados em comportamentos saudáveis e os 8% restantes são aportados em ações diversas.

Também nesta terça-feira, dois painéis reuniram pesquisadores, empresários e lideranças. Na pauta dos debates, a promoção da saúde no ambiente de trabalho via parcerias público-privadas e o retorno obtido pelas empresas ao investir na qualidade de vida de seus funcionários.

No total, o evento reuniu 235 participantes, sendo 43 industriais e executivos e 42 autoridades. Estiveram representados 33 países. Esta foi a terceira edição do evento, que já foi realizado na Inglaterra e na China. 

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