Acordos comerciais devem fortalecer exportação catarinense

Em reunião do Conselho Estratégico da FIESC, ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços destacou recentes negociações que beneficiarão indústrias de Santa Catarina
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  • Côrte (c) afirmou ao ministro interino que as negociações bilateriais são estratégicas para impulsionar exportações em SC (Foto: Filipe Scotti)
  • Fernando de Magalhães Furlan, ministro interino do MDIC (Foto: Filipe Scotti)
  • Luiz Otávio Pimentel (d), presidente do INPI (Foto: Filipe Scotti)

Confira a cobertura fotográfica do evento no Flickr da FIESC.

Florianópolis, 11.7.2016 – Acordos bilaterais e de cooperação firmados pelo Brasil devem impulsionar o comércio exterior e, especialmente a indústria catarinense. A avaliação é do ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Fernando de Magalhães Furlan que participou nesta segunda-feira (11) da reunião do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis.

Furlan destacou importantes avanços em acordos comerciais a partir do Plano Nacional de Exportação como a assinatura de um acordo de facilitação de comércio e de convergência regulatória e propriedade intelectual com os Estados Unidos. “A indústria de cerâmica catarinense é uma das primeiras beneficiadas com essa convergência regulatória, que é a uniformização de padrões técnicos o que se traduz na quebra de barreiras não-tarifárias ao comércio, e queremos levá-la ao Mercosul”, afirmou. “Renovamos o acordo automotivo com a Argentina com a expectativa de um livre comércio de automóveis nos próximos anos. Também ampliamos o acordo nesta área com o Uruguai e estamos iniciando negociação com o Paraguai. Com o México a nossa intenção é negociar um acordo mais ampliado, não somente no setor automotivo”, acrescentou o ministro. 

Durante o encontro, Furlan confirmou a manutenção de programas que aceleraram as relações comerciais do Brasil com o exterior e defendeu o apoio às exportações por meio de incentivos, financiamentos e facilitação de acesso ao mercado. “Precisamos aumentar nossa produtividade e competitividade e o governo está focado na melhoria do ambiente de negócios. Por conta do ajuste fiscal, não temos como articular as políticas necessárias, temos que trabalhar políticas consentâneas com esse momento difícil”, justificou. 

O ministro ressaltou a relevância do Estado que ostenta uma participação significativa da micro e pequena indústria na exportação de produtos. “Santa Catarina é referência quando a gente fala em comércio exterior, de integração com as cadeias internacionais de suprimento, pois o Estado tem suas indústrias bastante integradas e mais de 52% das empresas exportadoras são micro e pequenas. Elas investem e inovam mais do que as demais e os empregos são melhores remunerados”, salientou. 

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou a boa vontade do governo em debater com o setor produtivo medidas para a retomada do crescimento. “Estamos vivendo um governo de interinidade e enquanto essa situação política não for decidida, certamente o governo terá dificuldades de implementar algumas medidas de maior impacto na nossa economia”, alertou. “As medidas que governo vem tomando, sobretudo na campo da cooperação e dos acordos bilateriais, são importantes neste momento”, analisou Côrte.

O industrial fez um panorama da indústria catarinense, destacando o desempenho do setor na geração de empregos, que acumula este ano quase 9 mil novos postos de trabalho. Ele também falou sobre recente encontro do Fórum Nacional da Indústria com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no qual entregaram a “Agenda para o Brasil sair da crise”. O documento contempla 36 propostas, dentre elas, cinco referentes ao comércio exterior: negociar acordos comerciais; aperfeiçoar os mecanismos de financiamento de comércio exterior; concluir a agenda de facilitação de comércio; ajustar a alíquota do Reintegra; e criar condições para manutenção de um câmbio competitivo e estável. 

Marcas e patentes – O presidente Luiz Otávio Pimentel falou sobre a atuação do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que registra atualmente 30,2 mil pedidos de propriedade intelectual e 158,7 mil pedidos de registro de marcas. O Observatório da Indústria Catarinense desenvolve em parceria com o Instituto um acordo de cooperação piloto que visa a melhoria do uso dos documentos de patente e amplia a presença do INPI em Santa Catarina.
 
O Estado ocupa o sexto lugar no ranking de pedidos de marcas. São Paulo lidera, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. “A Federação das Indústrias tem papel de destaque no apoio ao desenvolvimento de pesquisa e inovação para o setor”, afirmou Pimentel.

O diretor de relações industriais e institucionais da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, falou sobre o Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense (PDIC), abordando os rumos do programa. Ele também destacou o Observatório da Indústria e a agência Investe SC. Jefferson Gomes, diretor regional do SENAI em Santa Catarina, fez uma análise sobre a manufatura avançada. A saúde como ativo estratégico para a indústria também foi tratada durante a reunião pelo superintendente do SESI em Santa Catarina, Fabrízio Machado Pereira. 

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Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina