Elevação de 11,63% foi autorizada pela Agência Reguladora (Aresc) e já vale a partir de outubro. FIESC avalia que as altas inibem investimentos, desmotivam empresários, geram insegurança e penalizam a sociedade

Florianópolis, 27.9.2018 - O anúncio de mais um aumento na tarifa de gás natural preocupa a indústria catarinense e eleva a pressão sobre os custos do setor, avalia a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). A Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) autorizou reajuste excepcional de 11,63% para a indústria, a partir de outubro, para compensar as oscilações do dólar no custo da aquisição de gás. Em julho, o insumo para consumidores industriais já sofrera reajuste de 26% e em abril de 6,98%.

“O gás é um dos principais componentes na composição de custos de diversos segmentos industriais, especialmente do cerâmico. A nova alta eleva fortemente os custos de produção da indústria e é ainda mais impactante porque em agosto também a energia elétrica teve elevação de 15%”, observa o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “Isso desmotiva o empresário, inibe investimentos, cria insegurança e penaliza a sociedade, pois os preços dos produtos sobem para o consumidor”, completa.

Ele lembra que o indicador de custos industriais cresceu 3,7% no segundo trimestre de 2018 na comparação com o primeiro trimestre, o maior aumento desde o quarto trimestre de 2015, conforme pesquisa da CNI. “São quatro altas no componente energia, que ocorrem num cenário de desvalorização do real (que pressiona o custos dos insumos importados), aumento do preço do frete, do óleo combustível, sem contar uma série de desafios que a indústria enfrenta no mercado internacional”, diz. “Com tudo isso e a instabilidade política, cria-se um ambiente que ameaça  o crescimento da economia”, completa. 

 

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