Temas foram abordados em reunião entre a FIESC e comitiva de Consulado dos Estados Unidos. Diplomatas informaram que pretendem tornar a região sul do Brasil mais conhecida na América do Norte

Florianópolis, 16.8.2018 – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e o Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre debateram a ampliação do comércio e da cooperação em áreas como inovação, saúde e educação, durante reunião nesta quinta-feira (16), em Florianópolis. O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou que o estado tem interesse em fortalecer a parceria bilateral. “Os Estados Unidos são o principal destino das exportações catarinenses. Isso nos engrandece e consideramos uma vantagem competitiva, pois é um mercado seletivo”, afirmou, lembrando que Santa Catarina, a sexta maior economia do Brasil, tem uma indústria diversificada e desconcentrada.

“Temos interesse em todas as áreas de negócio, especialmente educação e inovação. Há muitas oportunidades para trabalhar com vocês. Nós queremos levar às pessoas dos Estados Unidos mais informações sobre as oportunidades que a região Sul do País oferece. É por isso que estamos aqui”, declarou a cônsul-geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, Julia Harlan. 

Aguiar disse que é uma meta da FIESC aumentar o intercâmbio comercial tanto na exportação quanto na importação. “Nossa indústria deve exportar, mas também importar produtos complementares que consigam agregar mais qualidade e melhor custo para que o setor produtivo catarinense possa ser mais competitivo”, completou. Ele lembrou que as entidades da FIESC, SESI e SENAI, têm cooperação nas áreas de saúde, educação e inovação com instituições como a Universidade de Stanford, o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (Niosh) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Contudo, essa parceria pode ser ampliada.

As exportações catarinenses para os Estados Unidos somaram US$ 1,41 bilhão em 2017. Os principais produtos embarcados no período foram automóveis de passageiros, partes de motores, obras de carpintaria para construções, móveis e motores e geradores elétricos. No mesmo período, o estado importou US$ 785 milhões do país da América do Norte. Entre os principais produtos estiveram polímeros de etileno, hulhas e combustíveis sólidos, álcool etílico e adubos fertilizantes.

Durante o encontro também foi apresentada a INVESTE SC, parceria entre a FIESC e o governo do Estado que atua na divulgação de oportunidades e na prospecção de empresas interessadas em realizar investimentos nos setores de alto valor agregado.

 

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