Em reunião do Conselho de Economia da entidade, especialistas trouxeram panorama de cenário político e econômico no país e debateram alternativas para crescimento industrial em 2019

Florianópolis, 29.11.2018 –  Temas como a saúde fiscal do governo e seus impactos para a economia e para a indústria estiveram no foco do encontro do Conselho de Economia da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que reuniu especialistas do setor econômico e representantes da entidade catarinense nesta quinta-feira. Durante o encontro, houve palestras de Gabriel Leal de Barros, da Instituição Fiscal Independente, e de Juan Jensen, economista da 4E Consultoria.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou a importância da indústria para a riqueza do país como um todo. “Temos que ter conhecimento do papel que esse setor tem na economia brasileira”, afirmou. O presidente do Conselho, Alfredo Piotrovski, reforçou a relevância do encontro e das discussões para se chegar a uma indústria cada vez mais forte. 

Em palestra sobre a saúde fiscal do país, Gabriel Leal de Barros trouxe um retrato da situação das contas dos estados. Fatores como endividamento, o elevado custo da folha de pagamento e as questões relacionadas à Previdência impõem desafios ao governo que assume em 2019. Para o especialista, são necessárias várias medidas, como a reforma tributária e previdenciária, para se restabelecer o equilíbrio fiscal. “Ainda há chance de conseguir endereçar as reformas e acelerar a retomada do crescimento. Mas a janela está curta”, resumiu o especialista.

Com o tema “O futuro da indústria”, Juan Jensen, economista da 4E Consultoria, trouxe um panorama dos cenários políticos nacionais e internacionais. O especialista pontuou a necessidade de se colocar em prática uma agenda de reformas e de medidas para a recuperação gradual das diversas áreas da economia. “A maior abertura comercial, por exemplo, tem que ser feita de forma negociada, reduzindo tarifas de importação e abrindo mercados para produtos brasileiros”, disse o especialista. Para as indústrias, Jensen recomenda, entre outras ações, se inserir em cadeias de produção global e dar atenção à indústria 4.0 e à automação para consolidar o crescimento do setor.

A indústria catarinense
Os índices positivos da indústria catarinense também foram apresentados no evento. De acordo com o Observatório FIESC, foram criados 54,8 mil postos de trabalho de janeiro a outubro de 2018 no setor industrial em Santa Catarina. A internacionalização das empresas e o Índice de Confiança do Empresário Industrial no estado (ICEI), que registrou 66,6 pontos em novembro, o maior resultado da série histórica mensal, iniciada em 2010, também estiveram entre os números destacados. 

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