A partir de votos dos colegas, são homenageados profissionais que se destacam na cooperação entre as áreas
Florianópolis, 04.5.2018 – A FIESC homenageou nesta sexta-feira (dia 4), 14 colaboradores – um por região – que obtiveram maior número de menções de colegas dentro do Programa de Reconhecimento das entidades que integram a instituição. Entre os homenageados estiveram dois trabalhadores com deficiência: Matheus de Marchi, de Jaraguá de Sul, e Aline da Cunha Silva, de São José. O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, enalteceu a participação de ambos, salientando que se trata de reconhecimento que receberam dos colegas. As entidades da FIESC possuem 350 colaboradores com deficiência, a maior parte contratada dentro do Programa Incluir para Crescer, lançada durante a gestão de Côrte.
 
Referindo-se ao Programa de Reconhecimento de maneira geral, Côrte destacou a relevância do fator humano no ambiente de trabalho. “A FIESC tem essa concepção, essa compreensão de que nós dependemos de pessoas, não de máquinas”, disse. Segundo ele, os fundamentos das atividades da instituição estão nos seus profissionais. “Precisamos cada vez mais ouvir, compreender e entender melhor os que trabalham conosco”, afirmou. “Não se chega a um reconhecimento como este a não ser pelo compartilhamento, cooperação e relacionamento com os demais colegas”, salientou.
 
O Programa de Reconhecimento existe há dois anos, com quatro edições anuais, e tem o propósito de valorizar os colaboradores que se destacam na cooperação entre as áreas. No primeiro quadrimestre de 2018, 1.896 colaboradores receberam menções de colegas – votantes não podem selecionar seus chefes, tampouco colegas de área. Os mais citados em cada regional foram convidados para um café da manhã, na sede da FIESC, em Florianópolis.
 
O evento foi a oportunidade para Matheus de Marchi conhecer a Capital do Estado. Há dois anos, ele teve importantes mudanças em sua vida, ao ser contratado para atuar na área administrativa da farmaSesi e também por iniciar o curso superior de letras com habilitação na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Com a ajuda da interprete de Libras Patrícia Ribeiro, ele disse à reportagem que gosta muito de trabalhar, gosta do que faz e a atividade que desenvolve combina com seu perfil. “Me senti bem nervoso, bem curioso, uma satisfação de estar aqui”, disse, a respeito do convite ao café da manhã. A inclusão está aumentando, melhorando, destacou Matheus, que tem surdez profunda.
 
Aline da Cunha Silva, que trabalha há quatro anos na área de agendamentos do serviço de saúde do SESI em São José, também percebe que a sociedade vem melhorando no aspecto da inclusão de pessoas com deficiência. “Foi mais difícil no passado”, disse a portadora de deficiência intelectual e que está concluindo o ensino médio. “Ainda existe o preconceito das pessoas, mas a situação está melhorando. A sociedade tem que respeitar mais o próximo”, acrescentou.

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

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