Especialistas que participaram do Social Summit nesta quarta-feira (10), em Jaraguá do Sul, defendem o fortalecimento das relações entre o setor privado, organizações da sociedade civil e o poder público; evento foi promovido pela FIESC e pela Fecomércio

Florianópolis, 11.10.2018 – O fortalecimento das relações entre o setor privado, organizações da sociedade civil e o poder público é condição para que se promova no Brasil o desenvolvimento com sustentabilidade. Este alinhamento é senso comum entre os participantes do Social Summit 2018, evento que a FIESC e a Fecomércio promoveram nesta quarta-feira (10), em Jaraguá do Sul, reunindo palestras e painéis com a presença de especialistas, representantes de empresas e de profissionais que atuam na área de responsabilidade social e sustentabilidade. 

O encontro teve como foco ampliar o debate sobre a participação de investidores em projetos que contam com recursos oriundos de renúncia fiscal ou de aplicações diretas de empresas. Indicadores apresentados no evento mostram a necessidade de maior incremento da cultura de doação no País, mobilizando mais empresas e pessoas físicas a investirem no social, ao mesmo tempo em que as entidades não governamentais, que podem se beneficiar de leis de incentivo fiscal, invistam na qualificação de seus projetos, com mais clareza na prestação de contas, visando a potencializando de captações de recursos.

Segundo Clarissa Iser, diretora do Bee The Change, a renúncia fiscal no Brasil representa R$ 3,9 bilhões, mas apenas 60% deste montante é utilizado em projetos sociais. A Bee The Change é uma plataforma digital criada com o objetivo de auxiliar na captação de recursos de projetos que usam incentivos fiscais no Brasil e na gestão do investimento social privado. “Todos os anos muitos projetos deixam de acontecer por falta de recursos, embora estejam disponíveis. Muitas situações ocorrem porque as organizações desconhecem oportunidades que existem seja em legislações federais como estaduais e municipais. Isto faz com que 40% dos recursos disponibilizados, sejam perdidos”, afirmou.

Camila Aloi, assessora de relacionamento institucional do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), uma associação de investidores sociais do Brasil, diz que o trabalho em rede é fundamental para a assertividade do desenvolvimento com sustentabilidade. “É crucial inserir o tema ao atual momento político do Brasil, mas com um discurso único, sem polarização, entendendo que todos pertencemos ao mesmo mundo e que buscamos as mesmas melhorias de forma mais igualitária”, observou. O GIFE conta com mais de 140 associados que, somados, investem por volta de R$ 3 bilhões por ano na área social com recursos diretos, não contabilizando investimentos com incentivos fiscais, operando projetos próprios ou viabilizando projetos de outras organizações sociais.

Anna Maria Peliano, da Comunitas, apresentou dados da pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC), ferramenta que monitora os investimentos sociais privados no Brasil, e ressaltou oportunidades que existem em recursos. “Empresas buscam cada vez mais projetos bem estruturados, alinhados aos objetivos dos seus negócios e com as políticas públicas, porque reconhecem a importância do investimento social”, reforçou.

Jefferson Galdino, diretor regional do SESI na região do Vale do Itapocu, lembrou que Santa Catarina pode contribuir muito para o aprimoramento dos mecanismos de captação de recursos e operacionalização de projetos. “Temos uma cultura associativista forte, com uma rede que já trabalha de maneira articulada, mas podemos sensibilizar cada vez mais empresas, organizações que atuam na área social e os governos para a qualificação deste trabalho”, afirmou, lembrando a iniciativa da FIESC de criar o Fundo Social, como forma de potencializar ainda mais os investimentos no setor.

O presidente da FECOMÉRCIO, Bruno Breithaupt, também enalteceu a realização da primeira edição do Social Summit 2018, como uma oportunidade para “incitar as empresas a utilizarem ao máximo os recursos disponíveis, que podem ser dedutíveis de impostos, para que se possa aplicar nas suas comunidades em vez de terem outra destinação”.

Com informações da Agência Texto Livre


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