Especialista em defesa pessoal para mulheres e atleta de MMA, ela abordou temas como conscientização sobre a violência contra a mulher, prevenção e autodefesa

Florianópolis, 8.3.2018 – A atleta de MMA e especialista em defesa pessoal, Érica Paes, ministrou palestra no workshop “Eu Sei Me Defender”, inciativa da FIESC e da Eletrosul, realizada em Florianópolis, nesta quinta-feira (8), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Ela ministrou palestra em que abordou os temas conscientização sobre a violência contra a mulher, prevenção e autodefesa, com o objetivo de estimular o empoderamento feminino. 

No encontro, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, salientou que a data simboliza a luta, a vitória e as conquistas alcançadas pela mulher na sociedade, provando que não existem distinções de gênero quando o assunto é desenvolvimento humano e da sociedade. “As novas relações humanas exigem responsabilidade social, afeto e emoção, sentimentos que são próprios da natureza feminina. A conquista de espaços na sociedade se faz pela competência, poder de consenso e diálogo franco onde a verdade é sempre a base do conhecimento e do entendimento”, disse. 

“As mulheres representam 25% dos profissionais da indústria, conforme dados do Ministério do Trabalho. E a sua participação deve aumentar com o advento da nova revolução industrial chamada de indústria 4.0. Em Santa Catarina, um terço dos trabalhadores do setor industrial são mulheres. Certamente, o impacto da qualificação profissional na empregabilidade e na renda da trabalhadora é relevante. O ensino técnico, por exemplo, tem se mostrado um caminho importante para a inserção de mulheres no mercado de trabalho, especialmente naqueles de maior teor tecnológico”, completou Côrte. 

No encontro, Érica Paes também apresentou o projeto social “Eu Sei Me Defender”, que oferece às mulheres, na condição de vítimas em potencial, a possibilidade de abandonarem a situação de vulnerabilidade, por meio da capacitação com técnicas de artes marciais e orientação psicológica, acolhimento, ferramentas de proteção e elevação da autoconfiança. Segundo ela, que é idealizadora do projeto, a iniciativa surgiu a partir de experiências pessoais de violência e que graças à técnica que ela possui foram frustradas. “Então, decidi passar meus conhecimentos para que as mulheres possam se defender de situações reais de violência”, explica. 

Números da violência contra a mulher

No Brasil, mais de 40% das mulheres já sofreram violência doméstica em algum momento da vida. No Mapa da Violência 2015, que faz comparação com dados de 83 países, o Brasil se encontra na 5ª posição em assassinato de mulheres.

O País tem uma legislação específica para os casos de violência contra a mulher, a chamada Lei Maria da Penha, que visa aumentar o rigor das punições sobre crimes domésticos e familiares. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, mais de 212 mil novos processos registrando casos de violência doméstica e familiar foram abertos em 2016 e mais de 280 mil medidas protetivas foram proferidas para mulheres em situação de violência. Conhecida como Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher realizou em 2016 o recorde de 1.133.345 atendimentos a mulheres em todo o País.

Em Santa Catarina, a cada 12 horas uma mulher é vítima de violência doméstica, de acordo com o Mapa da Violência 2015. Nos registros por município, Florianópolis está no topo da lista da violência contra a mulher no Estado, com 1.860 casos relatados à polícia, resultando em 1.919 vítimas, sendo a maioria por crime de ameaça (797), lesão corporal (560) e estupro (86). Em 2016, foram registradas 30 mil ocorrências pelo crime de ameaça contra a mulher, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública.


Com informações da assessoria de imprensa da Eletrosul
 

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