Encontro do Fórum Parlamentar Catarinense foi realizado na FIESC, em Florianópolis, nesta segunda-feira (4)

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Florianópolis, 4.6.2018 – Lideranças catarinenses debateram propostas para minimizar os impactos sofridos por Santa Catarina com a paralisação dos caminhoneiros. O encontro, realizado nesta segunda-feira (4), em Florianópolis, foi proposto pelo deputado Jorginho Mello, coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense. A reunião ocorreu na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) com a participação de representantes de federações empresariais que integram o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), deputados, senadores, representantes da FECAM e secretários de Estado que atuaram no comitê de crise do governo catarinense. O COFEM vai elaborar uma proposta com sugestões e encaminhar ao Fórum. Entre elas devem constar proposições relativas à facilitação de acesso ao crédito e postergação de recolhimento de tributos.

No encontro, o 1º vice-presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, apresentou pesquisa feita pela entidade que mostra que a paralisação dos caminhoneiros afetou intensamente 70% das indústrias consultadas. Conforme o levantamento, realizado com 905 empresas, quase metade delas estimam prejuízos de pelo menos 20% do faturamento mensal. “A greve trouxe sérios danos à economia e à sociedade. Em conjunto precisamos encontrar mecanismos para minimizar os impactos”, declarou.

O deputado federal Jorginho Mello disse que a medida do governo federal de reduzir o preço do óleo diesel pode gerar aumento de tributos para cobrir esse custo. “A preocupação é que não se cobre mais de quem produz e trabalha nesse Brasil”, declarou, defendendo que seja colocada em pauta a reforma tributária. “Seria o momento de pautar”, afirmou, observando que o tema foi sugerido ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. “O objetivo aqui é ouvir e ver como os deputados e senadores por Santa Catarina podem ajudar”, disse.

“Precisamos formalizar as demandas. Entre elas, linhas de crédito e parcelamento de tributos”, disse a deputada Carmen Zanotto observando que a reforma tributária precisa acontecer. "Tem que ir para a pauta da Câmara", defendeu ela, salientando que é preciso ficar atento para que não sejam criados novos impostos para cobrir as novas despesas do governo. 

"A situação do Brasil hoje é de insolvência", resumiu o senador Dario Berger. Na opinião dele, o País não tem um planejamento de longo prazo, que pense no desenvolvimento regional. "Ou nos unimos ou a crise só vai piorar”, afirmou.

A
s consequências das paralisações ficaram e não sei por quanto tempo vão permanecer se não construirmos alternativas", disse o senador Dalirio Beber. Ele defendeu a realização de reformas estruturais, como a tributária, além do pacto federativo. 

O senador Paulo Bauer ressaltou que especialmente durante a paralisação houve queda de arrecadação nos estados e no País. “Penso que o Fórum Parlamentar vai ter que agir e não sozinho. O governo federal tem mecanismos para resolver esse problema”, disse.

O deputado Esperidião Amin ressaltou que os desafios que o País vive não têm solução fora da política. “Mudem os políticos, mas sem política não há solução”, concluiu. 

O
 COFEM é integrado pelas federações empresariais da indústria (FIESC), comércio (FECOMÉRCIO), Agricultura (FAESC), Transportes (Fetrancesc), das Associações Empresariais (FACISC), das CDLs (FCDL) e das micro e pequenas empresas (Fampesc).

 

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