Assuntos foram avaliados na reunião da Câmara de Energia, nesta segunda-feira (12), em Florianópolis

Florianópolis, 12.3.2018 - A Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) debateu o novo valor de referência para leilões de geração distribuída na área de concessão das distribuidoras de energia elétrica, a proposta de alteração no marco legal do setor elétrico encaminhada pelo Ministério de Minas e Energia à Presidência da República e o cenário da Celesc para aquisição futura de energia distribuída. O encontro foi realizado nesta segunda-feira (12), em Florianópolis. 

“A energia é um insumo importante para o setor industrial. Há sempre um grande esforço das nossas indústrias no sentido de racionalizar, de tornar mais eficiente o setor industrial a fim de reduzir o peso da energia no custo da produção”, disse o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. Ele ressaltou que em fevereiro foi lançada a segunda etapa do programa Indústria Solar, com foco em micro e pequenas empresas. A iniciativa é realizada em parceria com a Engie, Weg e instituições financeiras. “Isso mostra o interesse e a atenção que a indústria está dando à questão da energia”, observou.

Côrte também destacou o desempenho da economia catarinense e lembrou que o Estado fechou 2017 com crescimento de 4,2%, conforme mostra o Índice de Atividade Econômica, medido pelo Banco Central. “É quatro vezes mais do que a média brasileira no período. Esse foi o desempenho da nossa economia, puxado pelo desempenho da indústria, com crescimento forte em produção e em vendas”, declarou, salientando que a indústria do Estado liderou a geração de empregos em termos absolutos. Ele destacou ainda que os dados do primeiro mês de 2018 confirmam essa tendência de consolidação do crescimento iniciado no ano passado. “A indústria que está elevando a produção também é uma indústria que consome mais energia”, concluiu.

O presidente da Câmara de Energia, Otmar Muller, destacou que as reuniões têm tratado de temas relativos à energia sempre focando pontos como disponibilidade, qualidade, competitividade e fontes alternativas. “Ao longo dos anos, esses assuntos têm tido importâncias diferentes. Em alguns momentos o ponto mais crítico era a disponibilidade. Isso, lamentavelmente, deixou de ser importante em função da recessão”, exemplificou, ressaltando que o assunto competitividade tem ganhado relevância. “Há pendências do passado que precisam ser solucionadas porque continuam afetando a competitividade da eletricidade. As palestras que a Câmara traz hoje direta ou indiretamente abordam isso”, concluiu. 

Na reunião, o presidente da Associação de Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), Gerson Pedro Berti, defendeu maior estímulo à geração distribuída e disse que desde o lançamento do programa SC+Energia, do governo catarinense, houve um destravamento das licenças para empreendimentos na área. “Foi uma ação conjunta que envolveu diversos órgãos do Estado e fez com que essa represa que havia por licenciamento se desfizesse. Podemos comemorar pois agora temos muitos projetos aptos a serem executados”, disse.  

Ministraram palestras o presidente da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas (Abrapch), Paulo Fernando Arbex, o diretor comercial da Celesc, Eduardo Cesconeto de Souza, e o advogado Leandro Parizotto. 
 

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