Dados do MDIC divulgados pela FIESC mostram que SC vendeu ao exterior US$ 6,57 bilhões no período. Os principais produtos embarcados foram carne de aves, soja, carne suína, partes de motor e motores elétricos

Florianópolis, 4.10.2018 – As exportações catarinenses de janeiro a setembro totalizaram US$ 6,57 bilhões. O valor é 2,1% superior ao registrado no mesmo período no ano passado. As importações alcançaram US$ 11,6 bilhões. Com isso, a corrente de comércio no período registrou os maiores valores desde 2014, mostram dados do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) divulgados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta quinta-feira (4). Considerando a participação na pauta de embarques no acumulado do ano até setembro, os destaques ficaram para carnes de aves (recuo de -0,77%), soja (cresceu 15,3%) e carne suína (retração de -12,2%), partes de motor (alta de 6,9%) e motores elétricos (redução de 0,3%). Clique aqui e veja os dados completos de comércio exterior

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Em relação aos principais parceiros comerciais, de janeiro a setembro a China se apresenta como principal destino dos produtos catarinenses, com 16,4% do total exportado e crescimento de 38,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na sequência, os principais destinos são os Estados Unidos (15,5% da pauta e queda de -3,5%), Argentina (6,34% do total e crescimento de 8%), México (4,1% de participação e queda de -11,6%) e Japão (3,8% da pauta e queda de -19%).

Na análise, o Observatório FIESC destaca o aumento de 38,2% nas vendas externas para a China. “Esse dado se configura em um alerta de vulnerabilidade aos mercados estrangeiros para o bom desempenho da pauta exportadora catarinense. Já foi destacado o aumento da concentração de produtos e de países que vem ocorrendo nos últimos anos, o que é corroborado pelos altos índices de crescimento dos embarques para o mercado chinês”, destaca a avaliação. Por outro lado, o aumento das vendas à China mostra o potencial de crescimento das vendas catarinenses aos asiáticos perante a guerra comercial existente com os Estados Unidos. China e o país norte-americano impuseram sobretaxas mútuas recentemente, o que abre espaços para os produtos nacionais. Nesse contexto, ainda há espaço para elevar as vendas para os Estados Unidos, que hoje estão em queda de 3,5%. Outro fator de destaque nas exportações é a redução das vendas de carnes de aves e de suínos no ano, de -0,8% e -12%, respectivamente. Isso mostra a dificuldade da indústria alimentícia frente aos embargos impostos desde o final do ano anterior.

Em relação às importações, no acumulado do ano Santa Catarina comprou US$ 11,6 bilhões no exterior. O valor é 25,1% maior que o registrado no mesmo período de 2017. Considerando a participação na pauta de importações, em termos de produtos, os destaques ficaram para cobre refinado (com crescimento de 18,7% no ano em relação ao mesmo período de 2017), carros (avanço de 315,2%) e polímeros de etileno (ampliação de 7,6%), fios de filamentos sintéticos (alta 11,2%) e pneus de borracha (- redução de 3,5%).

O Observatório FIESC destaca ainda que o crescimento das importações segue em alta, mostrando evolução tanto nos bens intermediários, de consumo e bens de capital. No último caso, a alta chega a 35% e mostra que as indústrias estão investindo na modernização de suas máquinas para o aumento da produção doméstica. Além disso, observa-se a ampliação da importação de carros, que chega a 315% e se mantém como segundo maior produto importado por Santa Catarina. Estes números somados ao aumento da produção industrial, dos empregos e do faturamento de setores de produção de veículos, produtos de metal e de metalurgia demonstram um sinal de que a cadeia automobilística do estado vem ganhado força.

 

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