Indústrias de maquinário, química e farmacêutica e de equipamentos médicos e odontológicos também estão entre os segmentos promissores

Florianópolis, 9.5.2018 – Empresários interessados em ampliar seus negócios para a Suíça devem estar atentos aos segmentos mais promissores daquele país, que é considerado o mais competitivo do mundo, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Os setores mais aquecidos são os de maquinário, químico e farmacêutico, biotecnologia, equipamentos médicos e odontológicos, e energias limpas. As perspectivas foram apresentadas durante o Seminário Oportunidades de Negócios, Parcerias, Investimentos entre Santa Catarina e Suíça, realizado na FIESC, nesta quarta-feira (9). 

“Entre as vantagens de internacionalizar os negócios na Suíça estão a oportunidade de participar de cadeias globais, conquistar novos mercados, faturar em moedas atualmente mais fortes e fortalecer a posição competitiva no mercado interno”, salientou Bruno Aloi, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Swiss Business Hub Brazil. Ele citou características que explicam a posição privilegiada da Suíça no ranking de competitividade. “O país é considerado o mais competitivo do mundo por várias razões: investimentos em inovação, sistema educacional, estabilidade política, tributos competitivos, infraestrutura, pouca burocracia e acesso ao mercado de trabalho”, elencou, alertando ainda para a alta proteção de patentes, marcas e design de produtos registrados na Suíça. 

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou as principais características de Santa Catarina, Estado que mantém importantes parcerias com a Suíça. “Temos uma posição estratégica com acesso a países importantes do Mercosul. Somos a indústria mais diversificada e desconcentrada do Brasil, com mais de 50 mil estabelecimentos de acordo com a vocação de cada região”, ressaltou. Ele falou sobre o desempenho da economia catarinense em 2017, destacando que a indústria registrou saldo positivo de 12,2 mil postos de trabalho. “Este ano geramos quase 24 mil postos de trabalho, atrás apenas de São Paulo. Estamos atentos às transformações tecnológicas, ao surgimento da chamada indústria 4.0 e à necessidade de conciliar investimentos fortes na educação dos nossos jovens e do trabalhador que está empregado”, informou Côrte. 

Urs Brönimman, cônsul geral da Suíça em São Paulo, falou sobre a importância do acordo firmado na semana passada (3 de maio) entre a Receita Federal e o governo da Suíça para evitar a dupla tributação e combater a evasão fiscal. “Esperamos que este novo acordo facilite as relações econômicas entre Suíça e Brasil”, declarou. 
O diretor da Swiss Business Hub Brazil, Philippe Praz, acredita que o acordo contribuirá para que as empresas brasileiras abram filiais no país europeu com regras seguras. “Agora, esperamos estabelecer logo um acordo de livre comércio com o Brasil, por meio do Mercosul. Sabemos do impasse com o setor agrícola, que é super protegido, mas queremos avançar”, salientou. 

Guilherme Bez Marques, da Agência Investe SC, destacou o modelo de parceria mantido entre a FIESC e o governo do Estado, único no Brasil. “A agência foi criada para atrair investimentos e incentivar novos negócios em Santa Catarina. O objetivo principal é a complementação da cadeia produtiva, atrair elos faltantes, para elevar a competitividade da nossa indústria”, afirmou. Entre as empresas já atraídas pela Investe SC estão a Ala Calçados, Ekomposit, BMW e a Kromberg & Schubert. 

A representante do escritório regional do Itamaraty em Florianópolis, Tania Malinski, afirmou que um dos principais compromissos da instituição é com a eficiência. “Temos preocupação com o longo prazo e com a legitimidade da nossa representação. O intercâmbio entre os países é constante, com relações cordiais e consolidadas. Nas reuniões com a Suíça, têm estado em destaque temas como ciências e tecnologia, educação, saúde, energia e meio-ambiente. O Itamaraty considera que há boas perspectivas para cooperação em nanotecnologia, tecnologia da informação e comunicação”, afirmou.

Quem já investe

Em Santa Catarina – O gerente de relações institucionais do Floripa Airport, Simon Locher, apresentou o projeto do aeroporto de Florianópolis, que deve ser entregue até o final do primeiro semestre de 2019. Cerca de R$ 550 milhões serão investidos na obra do novo terminal e a meta é elevar 7% ao ano o tráfego aéreo na Capital. A Zurich tem concessão para operar o terminal pelos próximos 30 anos. 

Na Suíça – Henrique Hass e Mário Verdi, proprietários da Inventsys, relataram a experiência de instalar a empresa na Suíça, destacando a pouca burocracia e a relação de confiança com os investidores. Trata-se de uma startup de Porto Alegre que criou uma plataforma voltada para o conceito smart cities. Ela permite o gerenciamento de patrimônio público das cidades. Rodando em qualquer tipo de smartphone, o aplicativo utiliza o recurso de geolocalização para permitir que os usuários do sistema possam registrar dados e imagens no inventário público, registrar problemas e informações, integrando a comunicação e departamentos de uma prefeitura. A empresa na Suíça foi viabilizada por investidores locais. 

Balança comercial 

Em 2017, Santa Catarina ampliou os embarques para a Suíça em 41%, registrando US$ 17,1 milhões em produtos como carnes de aves, motores e geradores elétricos e roupas de cama, mesa e banho. Já as importações registraram US$ 49,6 milhões, um crescimento de 26% em relação a 2016, destacando-se água mineral e gaseificada, glândulas e outros órgãos para uso opoterápico e tintas para impressão, de escrever e para desenhar. 


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