SC quer esclarecimentos rápidos para tranquilizar mercados consumidores de carne

FIESC participou da reunião das lideranças da agroindústria com o governo do Estado no final desta segunda-feira (20)
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  • FIESC participou da reunião das lideranças da agroindústria com o governo do Estado no final desta segunda-feira (20) (foto: Filipe Scotti)
  • FIESC participou da reunião das lideranças da agroindústria com o governo do Estado no final desta segunda-feira (20) (foto: Filipe Scotti)

Florianópolis, 20.3.2017 – Santa Catarina quer transparência e respostas rápidas para tranquilizar tanto o mercado nacional quanto o externo sobre a segurança da carne produzida no Estado. Este foi um dos consensos da reunião realizada no final desta segunda-feira (20), na Casa da Agronômica, em Florianópolis, entre lideranças da agroindústria e o governador Raimundo Colombo para avaliar as consequências e os próximos passos após a repercussão da chamada operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, participou do encontro e destacou que a fiscalização das plantas catarinenses é realizada não só pelo governo, mas também pelos próprios clientes dos mais exigentes mercados consumidores internacionais. Ele lembrou da importância do setor para o Estado: a atividade de abate e fabricação de produtos de carne gera 60 mil empregos diretos em 453 estabelecimentos. Nestas terça e quarta (21 e 22) o governador Raimundo Colombo irá a Brasília para tratar do assunto com o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, e com o presidente Michel Temer.

As lideranças catarinenses ressaltaram que a única unidade em Santa Catarina interditada temporariamente dentro da operação é uma filial de uma empresa paranaense, localizada em Jaraguá do Sul, que produz basicamente linguiça frescal, salsicha e presunto, para abastecimento principalmente dos mercados do Paraná e de São Paulo.

“Vamos continuar agindo com a responsabilidade que sempre tivemos para garantir a saúde do consumidor. Ao mesmo tempo, vamos agir com total transparência para informar os governos dos países que importam nossos produtos sobre a situação diferenciada de Santa Catarina. Se algum país desejar qualquer informação complementar, estamos dispostos a enviar missões para estes países ou a receber seus representantes aqui, para mostrar o modelo de sucesso construído em nosso Estado ao longo das últimas décadas”, afirmou Colombo.

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e diretor do Sindicarne-SC, José Antônio Ribas Júnior, afirmou que as duas medidas mais importantes no momento são: conversar com o consumidor brasileiro e mostrar que a carne continua segura e responder e dar tranquilidade ao mercado internacional. Ribas disse ainda que o setor aguarda uma posição oficial dos governos chinês e coreano e que os comunicados aos governos estão sendo feitos com informações adequadas. “Imagino que a partir dessas informações a gente consiga manter o mercado dentro de um limite de negociação e, dessa forma, tentaremos fazer com que o impacto seja o menor possível”, ressaltou. Ele disse ainda que o setor “não vai bater nas costas de quem fez coisas erradas”.  “Quem errou tem que pagar no rigor da lei, mas a gente sabe que está falando de uma minoria”, disse.

Dados: As exportações catarinenses de carnes e miudezas comestíveis possuem extenso histórico de participação na pauta de exportações de Santa Catarina. De 2010 a 2016, a participação média desse segmento no total exportado foi de 28%, oscilando entre US$ 2 bilhões e US$ 2,7 bilhões.

No ano passado, 116 países foram acessados pela carne produzida em Santa Catarina. Dentre eles, o destaque fica por conta dos asiáticos: em primeiro lugar a China, que adquiriu 16% do total exportado pelo Estado. Em segundo lugar encontra-se o Japão, responsável por quase 13% e, em terceiro, a Rússia, com 9,7%.

Com informações da Secretaria de Comunicação do governo do Estado