FIESC busca indústria 4.0 na Alemanha e negócios no Panamá

Presidente da entidade encaminha cooperação com o Instituto Fraunhofer, que participará de evento em Florianópolis em abril. No Panamá, Federação lidera representantes de 30 empresas
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  • Presidente da FIESC, Glauco José Côrte, e o diretor regional do SENAI, Jefferson Gomes de Oliveira, conhecem laboratório do IPK
  • Da esquerda para a direita: Tiago Klein, Jefferson Gomes, Eckhard Hohwieler, Glauco José Côrte e Holger Kohl
  • Delegação brasileira no Panamá durante seminário de oportunidades de parcerias e investimentos
  • Participação do grupo brasileiro na feira Expocomer, no Panamá

Florianópolis, 11.3.2016 – Representantes do Instituto Fraunhofer de Sistemas de Produção e Tecnologia de Design (IPK, na sigla em alemão) participarão de evento em Florianópolis, no mês de abril, quando a capital catarinense receberá também dirigentes de todos os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia do País. Este é um dos desdobramentos do encontro do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, e do diretor regional do SENAI, Jefferson Gomes de Oliveira, com diretores do IPK, nesta sexta-feira (11) em Berlim.

A FIESC pretende ampliar a cooperação com a Alemanha, que é referência no tema Indústria 4.0, também conhecida como manufatura avançada. Por meio desta que é considerada a quarta revolução industrial, o setor começa usar sistemas inteligentes de produção e, com avanços importantes na tecnologia de comunicação, máquinas, linhas de produção e fábricas inteiras passam a tomar decisões e a atuar de forma cada vez mais interconectada.

“Segundo estudos, os processos relacionados à manufatura avançada poderão reduzir os custos de manutenção de equipamentos em 10% a 40% e o consumo de energia de 10% a 20%, enquanto a eficiência do trabalho pode aumentar de 10% a 20%”, explica Côrte, justificando a necessidade de a indústria de Santa Catarina estar alerta para o tema, que passa a ser fundamental para a competitividade do setor. “Através do SENAI nós queremos discutir, debater e desenvolver a manufatura avançada, para que a indústria de Santa Catarina tenha acesso a ela”, acrescentou, lembrando ainda que a FIESC está atenta às implicações que a indústria 4.0 terá na demanda por profissionais preparados para lidar com as tecnologias envolvidas nesse processo.

Gomes, do SENAI, lembra também das oportunidade para empresas catarinenses, especialmente as chamadas startups, para o desenvolvimento de projetos, inclusive em parceria com a FIESC, dentro dos institutos de Inovação do SENAI. “Nos Institutos de Inovação nós temos projetos de grandes empresas em conjunto com startups. Nós apresentamos essa agenda em Berlim e eles se mostraram extremamente interessados em nos auxiliar no desenvolvimento tecnológico e nas oportunidades de negócios”, relatou. “Estamos falando de um ambiente em que a gente pode unir startups brasileiras e alemãs para desenvolverem projetos para grandes empresas dos dois países. Isso é fruto do Encontro Brasil-Alemanha do ano passado, quando assinamos convênio com o Berlim Partner”, reforçou.

Além de participar do evento dos Institutos SENAI em abril, o IPK também foi convidado a participar a Jornada Inovação e Competitividade da Indústria, em maio, que terá a indústria 4.0 como um de seus temas centrais. Côrte conduz os debates sobre Indústria 4.0 no Conselho de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin), que preside na CNI. Gomes coordena um grupo de trabalho da Unesco que aborda Manufatura Avançada no Brasil – com envolvimento da CNI e dos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Indústria e Comércio Exterior.

Na segunda-feira (14), em Hannover, os dois acompanham a visita da missão empresarial que a FIESC organiza à Feira CeBIT, da área de Tecnologia da Informação. A missão é composta por 36 empresários de todo o Brasil.

Panamá – Ao mesmo tempo em que busca tecnologia na Alemanha, a FIESC também lidera representantes de 30 empresas dos setores da construção civil, alimentos e bebidas, têxtil e cosméticos de cinco Estados brasileiros, na Expocomer 2016, feira multissetorial realizada na Cidade do Panamá. A missão é promovida em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Também integram a comitiva o diretor de desenvolvimento institucional e industrial da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, os secretários de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini, e de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira.

Na abertura do evento, realizada na quarta-feira (9), o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela Rodríguez, destacou que a Expocomer é uma vitrine de negócios nacional e internacional e que estão entre as metas do governo mudanças em marcos regulatórios para atrair mais negócios e investimentos. Ele também informou que em um mês será inaugurado o terceiro jogo de eclusas do Canal do Panamá. Na área de educação, Rodríguez falou do projeto de escolas públicas bilíngues para incentivar toda a população panamenha a falar inglês.

Durante seminário sobre oportunidades de negócios e parcerias, o embaixador do Brasil no Panamá, Adalnio Senna Ganem, afirmou que o Panamá é considerado “a ponte das américas”. Em sua palestra, o diplomata destacou que o país vem buscando e firmando acordos comercias com outros países para fortalecer suas relações comerciais, além de estimular o turismo e a criação de clusters setoriais. Com a abertura das novas eclusas do Canal do Panamá, a expectativa é de aumento da movimentação de cargas.

A delegação brasileira também visitou o Canal do Panamá. Localizado entre as cidades de Balboa e Colón, o Canal foi inaugurado em 1914 e possui 81 quilômetros de extensão. As obras de alargamento permitirão a passagem dos navios Pós-Panamax − em proporção, a obra equivale a 29 torres Eiffel. Atualmente, o Canal está conectado com 160 países. Com as novas obras, serão ampliados os destinos e a conexão logística com o mundo.

Cidade do Saber: Outro destaque na agenda foi a Cidade do Saber, antiga base militar transformada em um centro regional de conhecimento científico e tecnológico, que reúne 85 empresas e incubadoras − a maioria delas dos setores de tecnologia da informação e comunicação, biotecnologia, biologia molecular e nanotecnologia.

A estrutura, localizada na Cidade do Panamá, sedia escritórios de organizações internacionais, como a ONU para a América Latina, a Cruz Vermelha e o Médicos sem Fronteiras.

 

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