FIESC anuncia vencedores do Prêmio Santa Catarina pela Educação

Quinze empresas e sindicatos serão reconhecidos por suas práticas educacionais. Troféu será entregue no Seminário Internacional de Educação, dia 20 de outubro
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Florianópolis, 23.9.2016 – Quinze empresas e sindicatos do Estado venceram a segunda edição do Prêmio Santa Catarina pela Educação. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23), na FIESC, durante a reunião de diretoria da entidade. As vencedoras serão reconhecidas durante a quarta edição do Seminário Internacional de Educação que a FIESC promove no dia 20 de outubro, em Florianópolis, com a participação de especialistas dos Estados Unidos, Chile e Colômbia.

São elas: Weg, Torfresma Industrial, D’Lamb Sport, Sindicato da Indústria da Madeira e do Mobiliário da Amurel (Sindimad), Tupy, BN Papel Catarinense, Fundição Santa Terezinha, Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon) de Balneário Camboriú, Zen, AGPR5, Viveiro Florestal Duffatto, Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário (Sinduscon) de Blumenau, Coteminas, Dot Group e Metalúrgica Rio Deserto. 

Ao todo, 64 práticas de 56 organizações foram apresentadas à banca de jurados que teve a missão de escolher as melhores nas categorias elevação da escolaridade básica, educação profissional, educação corporativa e melhores práticas de estágio.
 
Além das quatro categorias, as empresas foram avaliadas de acordo com o porte (pequeno, médio e grande). Também participaram sindicatos de indústrias e de trabalhadores e federações patronais e suas entidades. Os vencedores da categoria estágio classificam-se para representar Santa Catarina na etapa nacional do Prêmio IEL de Melhores Práticas de Estágio, promovido pela Confederação Nacional da Indústria. 

O prêmio é uma forma de reconhecimento público aos setores econômicos por suas práticas educacionais a favor do estágio, da elevação da escolaridade e da qualificação profissional de seus trabalhadores. A primeira edição ocorreu em 2014 quando era denominado Prêmio FIESC A Indústria pela Educação. Considerando a ampliação do Movimento e a adesão das Federações do Comércio (Fecomércio-SC), da Agricultura (FAESC) e de Transporte de Carga e Logística (Fetrancesc), a iniciativa passou a ser denominada Santa Catarina pela Educação. 

Conheça as práticas vencedoras

Elevação da escolaridade básica do trabalhador:

Tupy (grande porte) – Por meio do Programa de Formação Escolar Básica, a Tupy, de Joinville, promove a escolaridade básica dos funcionários, seus dependentes e comunidade do entorno. São 770 pessoas matriculadas no programa este ano. No primeiro semestre de 2016 o número de beneficiários da prática representa uma evolução de 89%, se comparado com 2015 e 66% de 2014. Para atingir esse público são realizadas intervenções nas portarias e nos refeitórios nos três turnos, com entrega de folders, divulgação nos murais, comunicados aos gestores e outros canais de comunicação interna. 

BN Papel Catarinense (médio porte) – Desenvolve o programa Fundamentando Sonhos, que tem por objetivo elevar o nível de escolaridade de seus colaboradores na unidade fabril de Benedito Novo. Atualmente 37 pessoas participam da iniciativa. Em 2012, antes de iniciar o programa, o índice de colaboradores com o ensino fundamental completo era de 21,9%. Em 2015 este índice baixou para 2,7%. Entre as ações de mobilização estão a liberação de colaboradores para frequentar as aulas durante a jornada de trabalho, o subsídio de até R$ 200,00 na aquisição de lentes corretivas prescrita por oftalmologista e o subsídio de cem por cento da alimentação para colaboradores assíduos.  

Fundição Santa Terezinha (micro e pequeno porte) – criou o programa Escola Santa Terezinha Fazendo o Futuro. O trabalho de mobilização da indústria de Gaspar começa no processo seletivo, quando o novo colaborador revela seu interesse de retomar os estudos e conhece as ofertas da empresa em relação à qualificação profissional. A meta da empresa é ter 90% do seu quadro de colaboradores com o ensino fundamental completo até 2017 para, na sequência, implantar as turmas de ensino médio. Entre as iniciativas de estímulo à educação estão a oferta de aulas dentro da própria empresa e a dispensa dos colaboradores em horário de trabalho, material escolar gratuito, subsídio de alimentação, acesso a internet e prêmio por assiduidade. 

Sindicato da Indústria da Construção de Balneário Camboriú (sindicato patronal) – Por meio do Sinduscon Educação, o sindicato oferece desde 2013 cursos de educação básica voltados para jovens e adultos de empresas associadas à entidade. O programa tem parceria do SESI/SC, entidade da FIESC. Atualmente, 106 alunos participam das aulas. Eles recebem todo material didático gratuitamente, além de lanche antes do início das aulas.

Educação profissional do trabalhador:

Weg (grande porte) – O programa QPOP (Qualificação Profissional de Operadores de Produção) foi implantado na empresa de Jaraguá do Sul em 2002, após estudo que identificou a necessidade de direcionar mais recursos para qualificar operadores de produção. O objetivo é elevar o nível de conhecimento técnico dos colaboradores que atuam em atividades que afetam diretamente a qualidade do produto. Os cursos têm duração de 6 a 18 meses e são realizados fora do expediente de trabalho do colaborador. O programa evoluiu ao longo dos anos chegando a ter 12 professores, 15 salas de aula e laboratórios, atendendo mais de 3,3 mil alunos, por ano, distribuídos em 142 turmas. Atualmente, a empresa oferece 36 cursos no Brasil e no exterior. Até o final de 2015, 19 mil colaboradores passaram pelas formações oferecidas por meio do programa. 

Torfresma Industrial (médio porte) – Uma das metas da empresa de São Miguel do Oeste é ter um equipamento frigorífico com sua marca em cada continente do mundo. Para isso, a indústria acredita que é necessário ter profissionais qualificados e investe no projeto Aprendiz Torfresma, do qual participam 20 jovens. Desenvolvido em parceria com o SENAI, o objetivo principal é que os aprendizes tenham condições de avaliar as condições de funcionamento e desempenho de componentes de máquinas e equipamentos, planejando, executando e documentando atividades de manutenção, condições de funcionamento e desempenho de componentes de máquinas e equipamentos, sob a supervisão de um especialista, de acordo com normas técnicas, de segurança e meio ambiente.

D’Lamb Sport (micro e pequeno porte) – O curso Gestão para lideranças em processos visa a aprimorar os processos organizacionais, de produção, distribuição e logística da indústria de São Miguel do Oeste. Participam 27 colaboradores da empresa e um dos pontos fortes é a facilidade de aplicar os conhecimentos na própria empresa.

Sindicato da Indústria da Madeira e do Mobiliário da Amurel  (sindicato patronal) – Em parceria com o SENAI, entidade da FIESC, o sindicato oferece formação para funcionários das empresas associadas ao Sindimad e comunidade em geral. O objetivo é, no curto prazo, capacitar os alunos para que no médio e longo prazos desenvolvam atividades de serviços de carpintaria geral para construção de estruturas em madeira. Os estudantes aprendem a confeccionar estruturas auxiliares e instalações provisórias de obras atentos à qualidade, custo, prazo de execução, segurança, aplicação das normas técnicas e às atualizações tecnológicas do setor. Eles aprendem ainda a interpretar desenhos arquitetônicos e a utilizar ferramentas manuais e elétricas para desenvolver atividades.

Programa de educação executiva:

Zen S.A. (grande porte) – A indústria de Brusque desenvolve o programa Construindo o meu futuro desde 2013 com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento dos colaboradores nas competências chave da organização de forma vivencial, incentivando a reflexão e a elaboração dos conceitos. As competências vitais do programa estão diretamente relacionadas com as avaliações do clima organizacional, que identifica oportunidades de melhoria. Os indicadores desse programa são acompanhados mensalmente. Já foram realizados no primeiro semestre de 2016 mais de 200 encontros, totalizando mais de 10,8 mil horas de treinamento, e envolvendo mais de 6,8 mil participações.

AGPR5 (médio porte) – O Programa de Desenvolvimento de Líderes AGPR5 visa a descobrir, capacitar e formar lideranças potenciais dentro do quadro colaborativo da empresa de Criciúma, bem como capacitar os atuais líderes. O objetivo dos encontros é o desenvolvimento, implantação e disseminação da cultura organizacional da empresa, fundamentada no modelo Great Place to Work (GPTW), para desenvolver e criar um excelente ambiente de trabalho, elevando o nível de satisfação dos colaboradores.  A meta é garantir a perpetuidade das equipes e a melhoria constante de operações com um ambiente de trabalho participativo e interativo, diminuindo barreiras e aumentando a eficiência.

Viveiro Florestal Duffatto (micro e pequeno porte) – Desenvolve projeto voltado à educação ambiental, além de recuperação de áreas degradadas. No curto prazo, qualificam os participantes e distribuem mudas para o plantio e a melhoria do meio ambiente. O objetivo geral é disseminar conhecimento sobre o meio ambiente por meio de aulas práticas no viveiro florestal, localizado em Monte Castelo. A prática foi implantada em 2005 e já atendeu mais de 20 instituições de ensino e mais de 1,5 mil estudantes.

Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário de Blumenau (sindicato patronal) – O sindicato capacita trabalhadores de empresas associadas com o objetivo de criar o conceito da segurança do trabalho nas empresas do setor da construção. Além disso, visa a garantir o conhecimento e preparar o trabalhador para a aplicação das normas de saúde e segurança do trabalho e para ser o multiplicador deste tema dentro de sua própria empresa.

Melhores práticas de estágio:

Coteminas (grande porte) – A Coteminas, de Blumenau, participa do Programa Profissional do Futuro, desenvolvido pelo IEL, entidade da FIESC, que visa a capacitar os estagiários em temas fundamentais para o mundo do trabalho, tais como postura profissional, liderança, empreendedorismo. São capacitações de 4 horas realizadas durante o estágio. O estudante tem ainda a oportunidade de participar de projetos da empresa como o Grupo de Melhoria Contínua Coteminas, que trabalha no aperfeiçoamento do processo produtivo. Com a política de recrutamento interno, a indústria valoriza talentos existentes na organização e oportuniza que estagiários se efetivem no quadro de colaboradores.

Dot Group (médio porte) – Com oito estagiários, o grupo desenvolve programa que preconiza o desenvolvimento do estudante para atuar na empresa. Os estagiários participam do Level UP, projeto voltado ao desenvolvimento e inovação, onde é possível sugerir e implementar melhorias na empresa. Isso de forma estruturada, sempre contando com o apoio e mentoria dos supervisores de estágio. Através deste projeto o estudante é desafiado a resolver problemas do grupo ou trabalhar em melhorias utilizando o seu repertório acadêmico e as habilidades desenvolvidas durante o seu período de estágio. Para acompanhar a evolução do estudante, a empresa utiliza recursos de gameficação que estimulam o jovem a cumprir todas as etapas do programa de estágio dentro do prazo e com qualidade. O programa foi reestruturado com o apoio dos próprios estagiários em 2014. 

Metalúrgica Rio Deserto (micro e pequeno porte) – O programa de estágio da Metalúrgica Rio Deserto, de Siderópolis, contempla as 15 unidades produtivas oferecendo desenvolvimento técnico, com orientação e treinamento na própria indústria, orientado pelo supervisor de estágio, além do desenvolvimento comportamental, com o aprendizado das competências técnicas exigidas pelo mundo do trabalho. Por meio do programa Ouvir para Evoluir, os estagiários contribuem para a melhoria dos processos produtivos da empresa. 

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