Energia deve ser considerada política industrial, diz Côrte

Presidente da FIESC participou da abertura do 8º Seminário Energia + Limpa, na noite desta quarta-feira (7), em Florianópolis. A iniciativa é do Instituto Ideal
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  • Côrte, da FIESC: Reivindicamos que a questão da energia seja considerada também como uma política industrial pela sua importância nos custos das empresas e da produção (foto: Elmar Meurer)
  • Côrte, da FIESC: Reivindicamos que a questão da energia seja considerada também como uma política industrial pela sua importância nos custos das empresas e da produção (foto: Elmar Meurer)

Florianópolis, 7.6.2017 – O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, defendeu na noite desta quarta-feira (7) que a energia seja considerada política industrial. Ele participou da 8ª edição do Seminário Energia + Limpa, iniciativa promovida pelo Instituto Ideal, em Florianópolis, com o apoio da FIESC. “Temos ampliado as discussões sobre o assunto porque compreendemos a importância da energia. Há muito tempo reivindicamos que a questão da energia seja considerada também como uma política industrial pela sua importância nos custos das empresas e da produção”, declarou, lembrando que em maio a entidade realizou seminário sobre geração distribuída de energia.

O presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, destacou que em 2017 a entidade completa 10 anos de fundação e que o tema sustentabilidade tem ganhado cada vez mais relevância no mundo. “Nunca tivemos um momento tão apropriado para levantar a questão da sustentabilidade em função do recente episódio da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, deixando, inclusive, um profundo vazio de liderança no desenvolvimento tecnológico, que vai ser ocupado por algum outro País. É uma temática global. É um problema da humanidade que precisa ser observado”, afirmou. Passos ressaltou ainda que dados da Aneel mostram que em 2016 o segmento de energia solar cresceu 340% no País. “Há 10 anos não tínhamos nada e hoje temos 10 mil telhados solares instalados”, finalizou, lembrando que as projeções indicam que nos próximos cinco anos o Brasil terá 1 milhão de telhados solares.