Em Itajaí, FIESC defende educação como estratégia de desenvolvimento

Presidente da entidade, Glauco José Côrte, debateu o tema com o economista e articulista da Veja Claudio de Moura Castro nesta segunda (25)
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  • Côrte reforçou ações educacionais promovidas pela FIESC por meio do Movimento SC pela Educação (Foto: Heraldo Carnieri)
  • Cláudio de Moura Castro, economista e colunista da Veja (Foto: Heraldo Carnieri)

Itajaí, 25.4.2011 – O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, participou na noite desta segunda-feira (25), junto com o economista Cláudio de Moura Castro, colunista da Veja, de debate em Itajaí, defendendo a educação como estratégia de desenvolvimento. O encontro, realizado no Centreventos de Itajaí, marcou a implantação do Colegiado de Gestão em Educação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí.

Uma pesquisa recente realizada pelo governo britânico mostra que as crianças percebem o uso excessivo de dispositivos eletrônicos por parte dos seus pais. “Uma em cada três crianças acha que o pai gasta tempo demais no celular em casa e a consequência disso é que as elas estão tendo dificuldade de aprender a falar. Os pais não conversam com os filhos. Que crianças estamos encaminhando para as nossas escolas?”, refletiu Côrte. “Os pais não devem se autoexcluir da educação dos filhos, mas reaproximar-se de seu papel insubstituível. É hora deles regressarem do seu exílio para reassumir o papel de educador”, salientou o industrial, citando palavras do Papa Francisco e incentivando os professores da região a mobilizar a família para uma atuação mais efetiva.   

Côrte destacou as ações do Movimento Santa Catarina pela Educação, liderado pela Federação com o apoio da indústria e dos setores do comércio, transportes e agricultura. Ele explicou que o setor empresarial, a partir de iniciativa da FIESC, decidiu colocar o tema como prioridade porque está diretamente relacionado com a competitividade. Trabalhadores mais qualificados são mais produtivos, argumentou. “Educação, saúde e qualidade de vida andam de mãos dadas”, disse Côrte, chamando atenção para o fato de que profissionais com mais escolaridade também sabem cuidar melhor de sua saúde.

A questão da educação ganha relevância ainda maior num contexto de deterioração do quadro macroeconômico e das contas públicas. Dados do IMD mostram que o Brasil perdeu 18 posições no ranking internacional de competitividade, passando da posição 38, em 2010, para 56, em 2015, entre 61 nações avaliadas.

O Colegiado de Gestão em Educação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí visa à troca de experiências, soluções conjuntas, além de unir forças para alavancar recursos técnicos, financeiros e pedagógicos para a melhoria da gestão da educação pública dos municípios da região.
 

Elmar Meurer
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Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina