Workshop reúne lideranças do Vale do Itapocu para discutir saúde e segurança do trabalhador

Evento, promovido pela FIESC, por meio do SESI, debateu como melhorar indicadores de saúde e competitividade
Imprimir
  • Ana Cláudia de Assis Pinto fez a palestra "Gestão de Saúde Populacional – Entender os riscos para gerir bem os custos" (Foto: Flávio Ueta)
  • Superintendente do SESI/SC, Fabrizio Machado Pereira (Foto: Flávio Ueta)
  • Vice-presidente da FIESC para a região do Vale do Itapocu, Célio Bayer (Superintendente do SESI/SC, Fabrizio Machado Pereira (Foto: Flávio Ueta)
  • Ana Cláudia de Assis Pinto fez a palestra "Gestão de Saúde Populacional – Entender os riscos para gerir bem os custos" (Foto: Flávio Ueta)
  • Talk show para discutir o tema saúde e segurança (Foto: Flávio Ueta)

Jaraguá do Sul, 17.04.2017 – "As pessoas não devem ser olhadas apenas sob o aspecto da doença quando estiverem com algum problema, mas sim em todos os aspectos. Quanto ao seu propósito de vida, como está a sua saúde financeira, a vida social, o envolvimento com a comunidade, não somente a sua condição física.  Isto tudo é importante porque quando estamos falando de uma pessoa completa estamos falando de uma pessoa muito mais produtiva, não somente para a indústria, mas para a sociedade", destacou a médica Ana Cláudia de Assis Rocha Pinto. Com especialização em endocrinologia, doutorado em Medicina e MBA Executivo, Ana Cláudia proferiu a palestra “Gestão de saúde populacional – Entender os riscos para gerir bem os custos” na décima terceira edição do workshop Aliança Saúde Competitividade que ocorreu nesta segunda-feira (17), em Jaraguá do Sul. O evento, promovido pela FIESC, por meio do SESI, objetiva apontar os principais desafios das empresas e as diretrizes que devem ser priorizadas para contribuir na criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

A médica enfatizou a importância dos indivíduos terem todas estas dimensões equilibradas, o que lhes dará muito mais energia e isto se transformará em aspectos positivos tanto do ponto de vista do trabalho como também no ambiente familiar e no convívio social. "É uma relação de ganho efetivo para todos, porque há melhoria de produtividade, com redução de absenteísmo e também de redução de custos desnecessários com saúde a partir de uma qualidade de vida melhor. Ninguém quer ficar doente, então se começamos a tratar a pessoa dentro do seu equilíbrio, teremos pessoas mais felizes, daí a importância de se começar um movimento antes e não esperar a doença chegar", disse.

A especialista falou sobre a importância de se utilizar os recursos de tecnologia para um monitoramento da saúde. Citou o exemplo de ferramentas que dão chances para as pessoas terem informações mais precisas sobre a condição de saúde e com isso possam se prevenir, investindo na mudança de hábitos. "Com informações organizadas, a pessoa poderá ter um melhor conhecimento sobre a sua saúde por meio de dados que a favoreçam alcançar uma melhor qualidade de vida. Com isto, passa a ter mais poder de decisão sobre como agir para ter uma condição melhor", esclareceu.

Para ela, cuidar da saúde é uma ação onde todos os recursos possíveis se somam, é um esforço que precisa ser conjugado entre poder público e iniciativa privada e que não precisa ser um grande investimento em hospitais, mas em ações que se colocam à disposição das pessoas. “Isto deve ser coordenado de maneira sistêmica. As empresas são locais onde as pessoas passam a maior parte do seu tempo e ali pode ser um ambiente estimulador para que o trabalhador receba uma série de informações para a gestão da sua condição de vida".

Fabrizio Machado Pereira, superintendente do SESI/SC, destacou a iniciativa pioneira no Estado. "São 13 eventos já realizados no Estado envolvendo mais de 700 pessoas representando vários setores da sociedade. O objetivo é sensibilizar as lideranças para a questão da saúde e dar uma dimensão mais ampla sobre como enfrentar os grandes problemas que envolvem a indústria na busca por melhor produtividade e qualidade de vida do trabalhador", assinalou.

Cada região deverá ter uma radiografia com as características de cada ambiente empresarial representado. Com base nestas discussões, lembrou, será definido um planejamento concreto, orientando as intervenções prioritárias desejadas pelo grupo participante em cada workshop. "É uma iniciativa liderada pela indústria porque é um segmento que sente de maneira mais direta os efeitos das questões que envolvem a saúde do trabalhador, por conta de todo o contexto econômico, mas esta é uma causa de toda a sociedade", lembrou Pereira.

Conforme o superintendente, duas grandes agendas deverão surgir como resultado concreto após a série de workshops, uma estruturante em que todos os setores envolvidos precisarão se engajar, e outra de políticas públicas, numa dimensão que sirva de estímulo para destravar aspectos jurídicos, regulamentares para criar mecanismos que favoreçam o trabalhador.

O evento também contou com um talk-show mediado por Alberto Ogata, médico com especialização em economia e saúde e presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida; e com a participação do secretário de saúde do município, Jonas Germano Schmidt; do presidente da ACIJS e da Marisol, Giuliano Donini; do diretor geral do Hospital São José, Maurício José Souto-Maior; e do diretor regional do SESI, Jefferson Galdino.

Após o workshop foi aplicada uma pesquisa online onde foram priorizadas ações voltadas à promoção da saúde e segurança do trabalhador.

Com informações da Texto Livre.