O poder transformador da indústria

Revista da FIESC de novembro destaca as contratações da indústria e as oportunidades que elas representam para a vida dos trabalhadores e o desenvolvimento de Santa Catarina
Imprimir

Florianópolis, 21.11.2017 – A 14ª edição da revista Indústria & Competitividade, da FIESC, lançada em novembro, faz uma síntese dos principais indicadores da retomada industrial em Santa Catarina, considerando o aumento de produção, vendas e contratações. Para além das estatísticas, a reportagem de capa mostra, por meio de vários exemplos, que as vagas abertas pela indústria representam oportunidades de desenvolvimento pessoal para os trabalhadores e de desenvolvimento socioeconômico para Santa Catarina. O papel que a indústria vem cumprindo nesse sentido nas últimas décadas também é esmiuçado na matéria, com base em estudos realizados pelo Observatório da Indústria Catarinense e a Universidade de Brasília, dentre outras fontes. Clique aqui para acessar a revista. 

A oportunidade de concluir os estudos com o apoio da indústria é cada vez mais acessível aos trabalhadores do setor, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), aponta outra reportagem da revista. Um número crescente de empresas está criando escolas em suas dependências em parceria com o SESI, que desenvolveu uma metodologia inovadora para a modalidade. A reportagem traz histórias de trabalhadores que transformaram suas vidas por meio dos estudos, conquistando promoções e aumentos de salário nas empresas em que trabalham e estudam.

A inovação é abordada na edição em uma reportagem sobre o desenvolvimento da nanotecnologia no Estado. Jovens empresários recém-saídos da universidade criaram em Santa Catarina o maior polo do setor no Brasil, atuando em proximidade com a indústria para a criação de soluções inovadoras. Outra área em que Santa Catarina se destaca é a navegação de cabotagem, realizada entre portos do País. Uma reportagem sobre o tema destaca as suas vantagens para o transporte de cargas, e também as limitações operacionais e regulatórias que não permitem uma expansão mais acelerada da modalidade. As limitações para o crescimento também são abordadas em uma reportagem sobre o setor de saneamento, em que a predominância de empresas estatais e a falta de investimentos atrasam a universalização dos serviços. A solução passa por uma participação maior do setor privado no setor, aponta a matéria.

A entrevista principal da edição é com o cientista político Carlos Melo, que aponta a causa do crescimento do populismo no mundo. As mudanças rápidas no trabalho e na economia impostas pela tecnologia geram desconforto e medo na sociedade, que acaba desejando uma volta ao passado, o que é prometido pelo populismo. Para ele, falta à sociedade brasileira uma visão empreendedora, o que a torna mais suscetível ao discurso do “Estado provedor” e da volta ao passado. Valorizando o empreendedorismo, a revista da FIESC traz uma reportagem sobre o setor de chocolates no Estado, incluindo várias histórias de pessoas que deixaram seus empregos para criar empresas bem-sucedidas no setor. A publicação destaca também a trajetória do empreendedor Assis Strasser, que quando era agricultor construía as máquinas que usava na lavoura e a partir daí criou a GTS do Brasil, que se tornou uma das principais fabricantes de implementos agrícolas do País.