FIESC aborda tarifas de importação e investimento europeu em reunião com embaixadores

No encontro anual dos diplomatas de Estados-Membros da União Europeia, FIESC alerta para as altas tarifas pagas por setores como agroindústria, madeira e plástico. Também defende mais investimentos do bloco em SC
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  • Encontro com embaixadores da União Europeia na FIESC foi realizado nesta terça-feira (31), em Florianópolis (foto: Heraldo Carnieri)
  • Presidente da FIESC, Glauco José Côrte (foto: Heraldo Carnieri)
  • Encontro com embaixadores da União Europeia na FIESC foi realizado nesta terça-feira (31), em Florianópolis (foto: Heraldo Carnieri)

Florianópolis, 31.5.2016 – No encontro com embaixadores da União Europeia, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, alertou para as altas tarifas de importação pagas por setores como a agroindústria, madeira e plástico, apesar de a média das tarifas do bloco serem baixas (4,8%). Ele também defendeu mais investimentos do bloco em Santa Catarina durante pronunciamento realizado nesta terça-feira (31), em Florianópolis, em reunião-almoço, que integra a programação do encontro anual dos embaixadores de Estados-Membros da União Europeia.

Côrte lembrou que o Estado é o décimo no ranking de destino dos investimentos anunciados pelo bloco europeu em 2015. “Santa Catarina também oferece inúmeras oportunidades para investimentos. No ano passado, foi o quarto Estado brasileiro melhor avaliado pelo Centro de Liderança Pública em conjunto com a Tendência Consultoria e o Grupo Economist na categoria de infraestrutura e o terceiro em inovação. Muitas empresas estrangeiras de diferentes segmentos, como equipamentos médicos, metalúrgico, mecânico, automotivo, alimentício, plástico e energético possuem investimentos produtivos em território catarinense”, afirmou.

O presidente da FIESC disse ainda que a entidade está concluindo o Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC 2022), iniciativa que contribuirá para o aumento da competitividade do setor. “Além disso, por meio do SENAI e do SESI, estamos investindo em sete institutos de tecnologia, de acordo com a vocação de cada uma das regiões, e em quatro institutos de inovação nas áreas de sistemas de manufatura, laser, sistemas embarcados e promoção da saúde do trabalhador”, disse.

O comércio exterior é uma atividade estratégica para a indústria catarinense. Em 2015, Santa Catarina foi o décimo maior Estado exportador para a União Europeia e o terceiro maior importador no Brasil. No período, Santa Catarina exportou US$ 1,5 bilhão à região. Os principais produtos embarcados foram carnes e motores e geradores elétricos e tabaco. No mesmo período, as importações catarinenses do bloco somaram US$ 2 bilhões. Os principais produtos comprados foram automóveis, máquinas e aparelhos mecânicos e partes e acessórios de veículos.

O embaixador João Gomes Cravinho, chefe da delegação Europeia no Brasil, ressaltou que a natureza do relacionamento comercial entre o Brasil e o bloco europeu é volumoso e equilibrado. “Isso propicia um aprofundamento das relações comerciais. Espero que as negociações do acordo Mercosul-União Europeia permitam isso num futuro não muito não muito longínquo. No que diz respeito ao investimento europeu no Brasil, é de longe a melhor fonte de investimento direto estrangeiro: 60% do investimento externo estrangeiro vem da União Europeia”, assegurou, salientando que tem mais investimento europeu no Brasil do que há na Rússia, Índia e China juntos. “Portanto, o Brasil é para nós uma aposta muito significativa. Estou seguro que continuará a ser, muito em particular, quando olharmos para Estados como Santa Catarina”, concluiu. 

Em relação às tarifas da União Europeia para os produtos processados de carne bovina, o percentual é de 16,6% e, em alguns casos, tarifas específicas chegam a 303 euros por 100 quilos. Produtos de madeira compensada, tubos de plástico e polietileno são mercadorias com tarifas de importação acima da média do bloco europeu: 7%, 6,5% e 6,5%, respectivamente. No caso do Brasil, as tarifas são significantemente maiores do que as cobradas pela União Europeia: média geral aplicada é de quase 12%.

Ainda na FIESC, a comitiva de embaixadores conheceu a Investe SC, parceria entre o governo catarinense e a FIESC, que tem o objetivo de atrair e facilitar investimentos, além do Observatório da Indústria Catarinense, área que monitora os principais fatores que afetam a competividade industrial, analisa o desempenho econômico e as tendências tecnológicas dos setores estratégicos.  

“Temos a honra de aprofundar esse relacionamento. Nesses quatro dias confesso que, entre nós, ultrapassou a relação de formalidade e somos companheiros comerciais. Queremos tornar Santa Catarina a grande referência nas relações internacionais do Brasil”, disse o secretário de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira. 

 

 

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