Colunistas abordam cenário político e urgência da reforma da previdência

Em reunião de diretoria da FIESC, Moacir Pereira, Paulo Alceu, Cláudio Prisco e Roberto Azevedo avaliaram o panorama estadual
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  • Jornalistas avaliaram o cenário durante reunião de diretoria (foto: Fernando Willadino)

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Florianópolis, 15.12.2017 – Os colunistas Moacir Pereira, Paulo Alceu, Cláudio Prisco e Roberto Azevedo participaram de painel em que abordaram o cenário político para 2018, durante reunião de diretoria da FIESC, realizada nesta sexta-feira (15), em Florianópolis. Eles chamaram a atenção para a importância da realização das reformas para o equilíbrio das contas públicas, especialmente a da previdência, considerada crucial, e que deve ser votada em fevereiro. A FIESC defende a reforma da previdência e tem intensificado as manifestações pela aprovação das novas regras de aposentadoria.

“As novas regras precisam ser aprovadas para que os aposentados possam seguir recebendo seu benefício todo mês e para que os que ainda estão trabalhando e contribuindo recebam suas aposentadorias no futuro. Além disso, se as contas da previdência seguirem no vermelho, acabarão sugando cada vez mais os recursos que já são escassos para saúde, educação, segurança e para melhorar nossas estradas”, diz o presidente da entidade, Glauco José Côrte, acrescentando que equacionar a previdência é a questão mais importante para garantir o equilíbrio das contas públicas no longo prazo.

Ele destaca que além de desmistificar o tema e chamar a atenção da população para os riscos de não enfrentar o déficit, o posicionamento da entidade também tem o objetivo de fazer uma demonstração pública aos deputados e senadores catarinenses de que o setor empresarial apoia o projeto que está no Congresso Nacional, com previsão de ser votado nos próximos dias.

Em linha com a campanha nacional, liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a FIESC adotou o mote “Previdência: reforma hoje, tranquilidade amanhã”. No site www.reformadaprevidenciahoje.com.br, há, inclusive, um quadro com mitos e verdades sobre o assunto. “Importante que a população saiba, por exemplo, que na regra para idade mínima para aposentadoria está previsto um período de transição e que só daqui a 20 anos ela será de 65 anos para homens e 62 para mulheres”, exemplifica Côrte.

O Brasil teria uma economia de R$ 1,02 trilhão até 2028, caso a reforma da Previdência estivesse em vigor desde 1º de junho deste ano. A projeção foi feita pela CNI, tomando como base as regras para aposentadoria previstas no texto que está sendo negociado entre o governo e os parlamentares. Entre essas regras estão a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, a equiparação entre trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos e regra de transição até 2037.