SENAI promove debate sobre impacto do ensino de engenharia

Mesa redonda marcou lançamento do SENAI Conecte, de curso de engenharia de Controle e Automação (em parceria com a Univalli), e de quatro laboratórios (parceria com a Intelbras) na unidade de São José
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  • Debatedores discutiram formas como o conhecimento científico das universidades pode chegar ao setor industrial e à sociedade. Foto: Ivonei Fazzioni

Florianópolis, 11.9.17 – O SENAI/SC, entidade da FIESC, promoveu, na noite desta segunda (11), na unidade de São José, uma mesa redonda sobre os impactos do ensino de engenharia e de ciências na indústria e no desenvolvimento econômico, com a participação, entre outros, do cientista James Spann, da National Aeronautics and Space Administration (NASA, agência espacial americana). O debate marcou o lançamento do SENAI Conecte (ensino médio Integrado ao curso técnico em informática), do curso de engenharia de Controle e Automação (em parceria com a Univalli), e de quatro laboratórios (segurança eletrônica, controle de acesso, cabeamento estruturado e telecomunicações) que serão instalados em parceria com a Intelbras.

Desde sua criação, em 1958, junto com o desenvolvimento das tecnologias que permiram a exploração do espaço, a NASA criou tecnologias que contribuem para a indústria e para a sociedade. “Temos vários exemplos nos aparelhos de telefonia celular: a bateria, que armazena grande quantidade de energia em um dispositivo muito compacto; a máquina fotográfica, o próprio sistema de comunicação via celular. Além disso, temos tecidos não naturais originados de materiais desenvolvidos pela agência; os sensores para automóveis que se deslocam sem motorista”, explicou. “Há uma grande quantidade de inovação na indústria que surgiu na NASA”. Spann é o cientista-chefe da Marshall Space Flight Center, a base  da NASA especializada em propulsão e na qual o alemão Wernher von Braun liderou o desenvolvimento do foguete que, em 1969, levou os astronautas dos EUA à Lua.

Coordenador de pós-graduação da Univalli, César Albenes Zeferino, destacou que existem iniciativas públicas de apoio ao desenvolvimento tecnológico, como a Lei de Informática. Mas, conforme afirmou, será necessário que as empresas aumentem os investimenros próprios em pesquisa e inovação. Além disso, elas precisam criar condições, um plano de carreira Y, por exemplo, para manter os pesquisadores em seus quadros.

Andre Luiz Pierri Mattei falou do papel dos recém instalados institutos SENAI de Inovação, incluindo o de Sistemas Embarcados, em Florianópolis, do qual é diretor. “Precisamos de uma universidade gerando conhecimento, na fronteira que a humanidade já possui. Por exemplo, a Embraer precisa de uma estrutura de material composto para se diferenciar dos concorrentes americanos e europeus; pensar na estrutura atômica e mecânica. Então, como fazer para esse conhecimento chegar no avião? Este é o papel dos institutos SENAI, de fazer este link entre a ciência desenvolvida nas universidades e a necessidade da indústria. Vamos desenvolver esta é a pesquisa aplicada conforme a necessidade das empresas.

 

Assessoria de Imprensa

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina