Opinião: um Brasil melhor, por Glauco José Côrte

Confira artigo do presidente da FIESC publicado no jornal Diário Catarinense na edição de final de semana (7 e 8)
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  • Presidente da FIESC, Glauco José Côrte (Foto: Heraldo Carnieri)

Recente pesquisa da FIESC revela que, apesar do cenário hostil que as crises política e ética provocam na economia, a confiança do industrial catarinense continua reagindo positivamente. Com efeito, o Índice de Confiança do Industrial de Santa Catarina passou de 55 pontos em agosto para 57,8 pontos em setembro, mantendo a tendência de crescimento iniciada em julho. Esse resultado é reflexo do início do processo de recuperação da economia catarinense e aponta para um  ponto de inflexão na conjuntura.

É claro que SC também foi duramente afetada. O setor produtivo foi obrigado a realizar ajustes. Mas empresários e trabalhadores catarinenses em nenhum momento interromperam os esforços voltados para tirar a economia do fundo do poço. Por isso, o Estado já colhe os primeiros frutos desse trabalho, com base em  uma indústria forte, diversificada e distribuída por todas as regiões, o que lhe confere um protagonismo decisivo também nos momentos de conjuntura desfavorável.

O índice de confiança é apenas um dos indicadores em que Santa Catarina se destaca. O crescimento do Estado foi de 3% nos primeiros sete meses do ano, segundo estimativa do Banco Central, enquanto o Brasil ficou estagnado. Nossa produção industrial, segundo o IBGE, foi a segunda que mais cresceu nos primeiros sete meses do ano (3,5%) em relação a igual período do ano passado. Até agosto, a geração de empregos na indústria de transformação cresceu 3,7%, constituindo-se na segunda melhor performance nacional. Os empregos na indústria da construção civil catarinense cresceram 3,8%, contra queda da média brasileira (o nosso nível de desocupação é o menor do País). Nas exportações crescemos 14% até setembro, um pouco menos do que o Brasil.

Agora que na economia o cenário começa a melhorar, os catarinenses esperam que a crise ética possa também representar um momento de virada na forma como é conduzida a gestão pública e a sua relação com o setor privado. A FIESC tem insistido que esta é, também, uma questão de competitividade para o País e trabalha para que, deste momento difícil, nasça um novo, mais íntegro, mais forte e melhor Brasil.