Opinião: eleição 2018, emprego e educação, por Glauco José Côrte

Confira artigo do presidente da FIESC publicado nos jornais Diário Catarinense e A Notícia no final de semana (25 e 26)
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  • Presidente da FIESC, Glauco José Côrte (Foto: Fernando Willadino)

O ano de 2017 termina com sinais de recuperação da economia. Em SC a maioria dos indicadores está acima da média nacional. É um alento, embora não possamos desconsiderar que estamos saindo da pior crise dos últimos 120 anos e, portanto, qualquer base de comparação é muito baixa. O descolamento entre os insistentes abalos da política e a realidade econômica é uma das melhores surpresas do exercício que finda, mas, com a chegada do novo ano, o Brasil que sairá das urnas voltará a gerar preocupações.

Existem dois cenários possíveis: o melhor é o de um País debatendo consistentemente as ideias agora ainda pulverizadas, com abertura para novas lideranças, discussão (sem demagogia) das reformas, abrindo espaço para uma nova política. O ruim seria aprofundar a polarização, a chamada política tradicional, desconectada da realidade, numa mera disputa por poder, sem um debate sério sobre a necessidade de modernização do País.

O Brasil precisa de mais transparência e combate à corrupção, ética, participação da sociedade na construção de políticas públicas, integração das instituições, segurança jurídica, avanço das reformas e de mais atenção à educação e saúde. Se ficarmos às voltas com discussões ideológicas inférteis, os países competitivos, que aceleram na direção da indústria 4.0, nos deixarão para trás e a recuperação do emprego que iniciamos em 2017 avançará pouco.

Santa Catarina evoluiu nos indicadores educacionais ao longo dos últimos anos. Entre 2011 e 2016 o número de trabalhadores com escolaridade básica completa passou de 60% para praticamente 70%. Mas enquanto o Brasil estiver na posição 66 em matemática, 63 em ciências e 59 em leitura no teste internacional que avalia a qualidade da educação (PISA), não teremos condições de enfrentar nossos concorrentes internacionais num mundo em que a realidade se transforma em velocidade nunca antes vista. Essa realidade exige pessoas cada vez mais qualificadas.

As eleições 2018 podem ser o ponto de partida para transformar o País, com a continuidade das reformas, a priorização da qualidade da educação e, assim, a garantia de bons empregos aos brasileiros.