Expertise de Cingapura vai ajudar formação de professores em SC

Primeiras tratativas para cooperação foram mantidas pela delegação do Movimento Santa Catarina pela Educação que está naquele país
Imprimir
  • Glauco José Côrte (d), com Lee Sing Kong, considerado o pai da transformação na formação de professores de Cingapura
  • A comitiva catarinense com Lee Sing Kong

Florianópolis, 03.5.2017 – A formação de professores de ciências e matemática em Santa Catarina poderá contar com a expertise do Instituto Nacional de Educação (NIE, na sigla em inglês) de Cingapura. Tratativas para o estabelecimento de uma parceria foram discutidas nesta quarta-feira, dia 3, pela delegação do Movimento Santa Catarina pela Educação que está naquele país com o diretor do NIE, Lee Sing Kong. “O professor Lee é considerado o pai da transformação efetuada em Cingapura em relação à preparação e formação dos professores; discutimos a possibilidade de contar com a parceria do instituto na formação de professores catarinenses”, explica o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte.

Lee Sing Kong participou ativamente das modificações na capacitação dos professores de seu país, quando, em 2009, o Ministério da Educação resolveu empreender mudanças de maneira que os egressos do sistema de ensino se tornassem relevantes no século 21. As transformações colocaram Cingapura na liderança nas três categorias – matemática, ciências e leitura – avaliadas no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês) da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo ele, as mudanças fizeram com que a educação deixasse de ser “passiva” (como ocorria no século 20) para ser, no século 21, um processo “ativo”, em que o estudante seja o centro e responsável pelo próprio aprendizado. Neste modelo, o professor se torna um facilitador e não mais o principal fornecedor de conteúdo. Na reunião com a comitiva do Movimento Santa Catarina pela Educação, Lee destacou que era preciso formar os professores com as habilidades para enfrentar os desafios do século XXI, como criatividade e pensamento crítico. Ele disse também que clareza dos objetivos, o aporte necessário de recursos, o foco na gestão dos resultados com ênfase no investimento na formação de professores e na infraestrutura das escolas foram determinantes para inserir o país na liderança mundial em educação.

O encontro abriu as portas para a cooperação entre o NIE e o Movimento Santa Catarina pela Educação, com a participação do Instituto Ayrton Senna. Os detalhes operacionais desta parceria devem ser discutidos nos próximos meses. Kong convidou o Movimento SC a participar do Futuring Education Leading Change, em julho, naquele país asiático.

A cooperação para a capacitação de professores catarinenses já tinha sido discutida na terça-feira, com o embaixador brasileiro em Cingapura, Flávio Damico, que se mostrou motivado em articular parcerias com esse objetivo.

A comitiva do Movimento Santa Catarina pela Educação tem representações das Federações das Indústrias (FIESC) e do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), incluindo seus presidentes Glauco José Côrte e Bruno Breithaupt, respectivamente. Também integram o grupo o vice-presidente da Fecomércio, Célio Spagnoli; o assessor do Movimento SC pela Educação, Antônio José Carradore, e o diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Ramos Neves, além dos técnicos do Serviço Social do Comércio (SESC/SC), incluindo o diretor regional, Roberto Anastacio Martins; o diretor de programação social, Eduardo Makowiecki Júnior, e o gerente de Educação, Valdemir Klamt. O retorno está previsto para o dia 6 de maio.

 

Assessoria de Imprensa

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina