Mercado da ONU movimenta US$ 15 bi e oferece oportunidades à indústria

Durante reunião do Comdefesa, da FIESC, general do Exército destaca que a participação brasileira nesse mercado é ínfima
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  • Reunião do Comdefesa, da FIESC, debate oportunidades para a indústria (foto: Filipe Scotti)
  • Reunião do Comdefesa, da FIESC, debate oportunidades para a indústria (foto: Filipe Scotti)
  • General do Exército, Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (foto: Filipe Scotti)

Florianópolis, 14.2.2017 – A Organização das Nações Unidas (ONU) movimenta em nível mundial um mercado de aproximadamente US$ 15 bilhões com compras públicas que abrangem os mais diversos setores da indústria. A informação é do general e comandante logístico do Exército, Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, que participou de reunião do Comitê da Indústria de Defesa da FIESC (Comdefesa), nesta terça-feira (14), em Florianópolis. 

“É um mercado de mais de 15 bilhões de dólares e a participação brasileira é ínfima. Fiquei impressionado com o que vi hoje em Santa Catarina”, afirmou o general, salientando que a indústria catarinense pode ser fornecedora do sistema ONU, que faz licitações para comprar de alimentos e medicamentos a veículos, em especial para as operações de paz. Conheça as oportunidades e saiba como participar no site https://nacoesunidas.org/acao/empresas/

Segundo Theophilo, além dos benefícios relacionados à defesa, a participação brasileira em operações de paz traz vantagens para as empresas do País tanto pela aquisição de produtos para a tropa nacional quanto pela divulgação dos produtos que serão utilizados no exterior.  

O presidente da FIESC e do Comdefesa, Glauco José Côrte, disse que a entidade está empenhada na melhoria da competitividade da indústria e isso passa por estratégias que estão ancoradas em quatro grandes vertentes: melhoria do ambiente institucional, da educação (nível de escolaridade do trabalhador), da inovação e tecnologia e da saúde e segurança do trabalhador. “A nossa aproximação com as Forças Armadas está dentro do escopo de uma indústria que agregue valor aos nossos produtos e seja uma indústria que contribua para o desenvolvimento não só do Estado, mas do Brasil”, disse.

Côrte também destacou a necessidade de melhorar a infraestrutura física e lembrou que o custo de logística catarinense é superior ao da média nacional. “As condições da infraestrutura não são boas. O governo federal tem investido pouco. Nossos aeroportos regionais precisam ser ampliados e melhorados e não temos ferrovias”, ressaltou.

O Comdefesa é uma instância consultiva da FIESC cujo papel primordial é a aproximação entre a indústria e as Forças Armadas para promover a geração de oportunidades de negócios e o desenvolvimento do setor de defesa como segmento estratégico para o Estado.

Forças Armadas: Outro mercado que oferece boas oportunidades à indústria são as Forças Armadas Brasileiras. O segmento de defesa brasileiro compra de alimentos a munição dos mais diversos setores da indústria. Clique aqui e conheça as condições para ser um fornecedor. Para participar do Comitê, clique aqui.