Pesquisa da FIESC mostra que no período houve redução nas horas trabalhadas na produção, na massa salarial real e na capacidade produtiva das fábricas

Florianópolis, 2.6.2017 – As vendas reais da indústria catarinense acumulam queda de 3,3% até abril em comparação com o mesmo período de 2016, mostra pesquisa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), divulgada nesta sexta-feira (2). No mesmo período, as horas trabalhadas na produção reduziram 2,8%, a massa salarial real recuou 4,4% e a capacidade instalada 1,4%. Clique aqui e veja os dados completos.

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, disse que diante do cenário atual, as empresas e os investidores ficam incertos quanto ao que vai acontecer e se retraem. No entanto, ressaltou que se as reformas trabalhista, previdenciária e a simplificação tributária forem aprovadas, tendem a consolidar um ambiente institucional favorável ao crescimento. “Se o Congresso Nacional der uma demonstração de compromisso com o crescimento, a incerteza desaparece e os investimentos e a geração de empregos retornam. Hoje, os rumos da economia estão muito mais na dependência do Congresso do que do governo, justamente em função das propostas de reformas que, se aprovadas, favorecerão a retomada do crescimento”, afirmou.

De janeiro a abril, das 16 atividades industriais pesquisadas, 14 registraram queda no faturamento. O maior impacto negativo foi no setor de bebidas (12,1%), seguido por equipamentos de informática e produtos eletrônicos (10,4%), metalurgia (9,6%), produtos de madeira (9,4%) e autopeças (8,5%). Os setores que aumentaram o faturamento no período foram produtos alimentícios (5,3%) e produtos diversos (4,6%).

Dados nacionais: conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), todos os indicadores nacionais do primeiro quadrimestre registraram queda na comparação com o mesmo período de 2016. O faturamento ficou 7,8% menor e as horas trabalhadas 4% abaixo do registrado no primeiro quadrimestre de 2016. Já a utilização média da capacidade instalada foi 0,7 ponto percentual menor nos primeiros quatro meses deste ano do que em igual período de 2016. O emprego teve queda de 4,3% na comparação. Já massa salarial real acumulada no primeiro quadrimestre de 2017 é 4,8% inferior e o rendimento médio está 0,5% abaixo à registrada nos primeiros quatro meses de 2016.

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