Evento realizado pela FIESC discutiu, em Chapecó, os desafios e potencialidades do setor

Chapecó, 4.9.2014 - Uma indústria que construiu uma reputação mundial de qualidade e competitividade, mas que enfrenta sérias deficiências de logística para se manter forte em Santa Catarina. Esta é uma síntese das conclusões do painel da indústria agroalimentar, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) nestas quarta e quinta (3 e 4), em Chapecó. O encontro integra o trabalho de construção de rotas de crescimento para o setor produtivo do Estado, desenvolvido pela Federação, e contou com a participação de 78 industriais e especialistas no setor.

Dados apresentados no evento mostram que a indústria de alimentos responde, em Santa Catarina, por 27% das exportações totais, percentual superior à média nacional, que é de 21%. Entre os principais compradores dos produtos feitos aqui estão o Japão, a Holanda e a Arábia Saudita. Este espaço conquistado em exigentes mercados está, no entanto, ameaçado pela elevação dos custos de transporte no Estado.

"Uma de minhas principais matérias-primas vem da Ásia. Hoje gasto mais para trazer o cacau de Itajaí para Chapecó do que da Indonésia para Itajaí", revelou Gelson Dalla Costa, diretor da Apti Alimentos.

Como solução para este forte obstáculo, a principal reivindicação dos participantes é a aposta no transporte ferroviário. Foram apontadas como prioritárias a extensão da ferrovia Norte-Sul, o que baratearia o acesso aos insumos produzidos no Centro-Oeste brasileiro, e a construção da ferrovia do Frango, ligando o Oeste catarinense aos portos do litoral, o que reduziria os custos de transporte de insumos importados e produtos prontos para a exportação.

Além da questão logística, os participantes debateram outros empecilhos e apontaram potencialidades para o setor nos próximos anos. O painel integra o Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC 2022), que está sendo desenvolvido pela Federação. "Todo o planejamento estratégico que estamos fazendo para a FIESC está focado nas pautas levantadas pelo PDIC", afirmou Carlos Henrique Ramos da Fonseca, coordenador do programa.

"O PDIC vai induzir uma dinâmica de prosperidade para o setor. É do que nós precisamos", afirmou Waldemar Schmitz, vice-presidente da FIESC para a região Oeste.

Tendências - Estudos apresentados no evento mostram que a mudança no perfil da população brasileira está aproximando os gostos do consumidor local aos dos americanos e europeus. Além da qualidade, passam a ser valorizados itens como a manutenção do sabor nos alimentos processados e a associação dos produtos a práticas esportivas e qualidade de vida. Este novo consumidor preza também pela responsabilidade ambiental e pelo bom serviço de atendimento pelas indústrias.

Chamou ainda a atenção dos participantes o crescimento no consumo de alimentos processados pelo Nordeste brasileiro, que experimenta a inclusão de novos consumidores.

PDIC - As ações propostas para contornar os fatores críticos e embarcar nas tendências serão utilizadas na construção de rotas de crescimento para o setor até 2022. Além do segmento agroalimentar, o programa integra outros 15 setores produtivos da economia catarinense. O debate continua na internet, onde foi lançado um ambiente colaborativo. Nele, as demais empresas do setor podem participar da troca de experiências e ajudar na construção do conhecimento. Os interessados devem acessar o endereço fiescnet.com.br/rotasestrategicas e se cadastrar.

O PDIC propõe ações futuras e promove, no longo prazo, uma dinâmica de prosperidade industrial. O programa pretende formular, até o fim de 2014, um Masterplan com os principais pontos críticos que afetam o desenvolvimento da indústria no Estado.

 

Fábio Almeida
Assessoria de Imprensa da FIESC
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