Assunto foi debatido durante o 1º Diálogo Empresarial, realizado nesta quinta-feira, em ação conjunta da FIESC, Centro Empresarial e Associação Comercial de Chapecó. A iniciativa integra a agenda de compromissos da FIESC na região

Chapecó, 25.10.2018 – O Oeste catarinense é a região mais distante de Florianópolis e a mais prejudicada em razão de suas deficiências de infraestrutura. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o Centro Empresarial e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) deflagraram nesta quinta-feira (25), em Chapecó, ação conjunta para reverter essa situação e atrair investimentos públicos e privados. O compromisso foi assumido durante o 1º Diálogo Empresarial, que reuniu empresários e entidades de representação do setor produtivo. Para conhecer a realidade do Oeste, a diretoria da FIESC percorre a região desde segunda-feira, realizando reuniões com lideranças empresariais e visitando indústrias na região. Além de Chapecó, a direção da FIESC passou por Xanxerê, São Lourenço do Oeste, Pinhalzinho, Campo Erê, São Carlos e Concórdia.  

“Todas as indústrias que visitei estão elaborando ou implantando projetos de investimento e planos de expansão. Em nenhuma delas ouvi menção à crise”, disse o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. Ele salientou que Santa Catarina, com apenas 1,1% do território nacional, é a quarta força da indústria brasileira. É, também, a segunda unidade da federação em movimentação de contêineres. Em 2017, foi o Estado que mais gerou empregos no País: quatro vezes a média nacional. Para ele, o empresário do Oeste – arrojado e inovador – é testemunha dessa eficiência produtiva e não pode continuar prejudicado “pela falta de quase tudo” na infraestrutura de transporte e de logística.

O problema mais imediato é a situação da malha rodoviária regional. A FIESC vai apoiar estudos e pareceres para fundamentar reivindicações. A situação do Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso – segundo em movimento de passageiros – também preocupa a Federação porque necessita de investimentos em novo terminal de passageiros e em equipamentos de proteção ao voo.

Se o Estado não tem condições de investir em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, as entidades empresariais defendem parcerias público-privadas ou a concessão para que empreendedores privados realizem as obras. Para Aguiar, investir maciçamente em obras de infraestrutura “é uma questão de justiça e de inteligência” para com o Oeste. Ele também acredita que a recuperação econômica iniciou e que a região ampliará seu protagonismo se melhorar as condições de sua infraestrutura.

Um dos entusiastas da cooperação entre as instituições, o presidente da ACIC, Cidnei Luiz Barozzi, destaca que a região aprendeu a se virar sozinha em face da ausência e omissão do Poder Público. “Nossa situação é precária. As rodovias estão em péssimo estado, a ferrovia ainda não saiu do papel e o suprimento de energia elétrica ameaça o crescimento das indústrias”, expôs.

As dificuldades de infraestrutura e logística afugentam novos investimentos e pode levar muitas empresas a migrar para outros Estados. Estudo mostra que o custo logístico das empresas catarinenses – especialmente as do grande oeste – está acima da média brasileira e dos países desenvolvidos, de acordo com levantamentos da FIESC e da Universidade Federal de Santa Catarina.

Ainda em Chapecó, na manhã desta quinta-feira, a diretoria da FIESC visitou a Cooperativa Central Aurora Alimentos. O grupo foi recebido pelo presidente Mário Lanznaster, pelo vice-presidente, Neivor Canton, e pelo gerente do Frigorífico Aurora Chapecó II, Caciano Capello. Após uma apresentação sobre a atuação da Aurora Alimentos, a comitiva conheceu a estrutura externa do frigorífico, que abate cerca de 2,6 mil suínos por dia. A comitiva também visitou a Apti Alimentos. O diretor-geral da empresa, Gelson Dalla Costa, reforçou a necessidade de melhorar a infraestrutura e logística da região e de reduzir a burocracia e a carga tributária.

FUNDO SOCIAL: Durante o Diálogo Empresarial, a FIESC, o Serviço Social da Indústria de Santa Catarina (SESI/SC) e a ACIC assinaram termo de parceria, consolidando o lançamento do Fundo Social em Chapecó. O Fundo Social é uma agenda de articulação do SESI, que busca impulsionar a cultura do uso dos incentivos fiscais em Santa Catarina, agindo sobre as lacunas sociais das regiões, contribuindo para melhoria dos indicadores sociais dos municípios. Empresas de lucro real podem destinar até 9% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) para projetos em várias áreas por meio das leis de incentivo federal. O SESI calcula que cerca de 200 milhões de reais poderão ser captados e aplicados nessa categoria de investimentos em Santa Catarina.

Na noite desta quinta-feira (25), às 19 horas, a diretoria da FIESC acompanha encontro na Unoesc, com a palestra “O que vai ser do Brasil? Política e economia no próximo mandato”, com o doutor em ciência política, Rafael Cortez. Ele é doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e analista político sênior na Tendências Consultoria Integrada.

Agenda em Pinhalzinho: nesta quarta-feira (24), a diretoria da FIESC reuniu-se com representantes da Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho (ACIP). No encontro, o vice-presidente regional da FIESC, Waldemar Schmitz, destacou que diretoria da Federação tem como foco de atuação a inovação, a infraestrutura, a internacionalização e a inclusão das empresas. “Os empresários fazem a obrigação deles no dia a dia, sabem conduzir com qualidade e produtividade seus negócios até o portão da fábrica. A partir dali, precisam da contribuição de entidades como a FIESC para buscar soluções aos problemas existentes”, afirmou.

O presidente em exercício da ACIP, Sérgio Matte, disse que Pinhalzinho possui 20 mil habitantes, um movimento econômico de R$ 850 milhões e 1.974 empresas em funcionamento, das quais 199 são indústrias. “Pedimos que a FIESC dê atenção aos gargalos da região. Entre eles destacamos a infraestrutura. Precisamos de rodovias em boas condições, ferrovias e melhorias nos aeroportos”. Ainda em Pinhalzinho, a comitiva visitou a Serpil; em Campo Erê conheceu o Grupo Dass, e em São Carlos a Ogochi.

Também na noite desta quarta-feira (24) foi realizado encontro em Chapecó em que foram abordadas as linhas de financiamento para inovação. A iniciativa foi promovida pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC) e foram apresentadas fontes de fomento do SESI, SENAI, BRDE, Embrapii, Finep e Badesc.

Em seu discurso, Aguiar salientou que a inovação é uma das portas para a inserção das indústrias no mercado global. “O primeiro passo é criar uma cultura organizacional de inovação e é isso que estamos construindo em Santa Catarina quando falamos nos ecossistemas de inovação, ou seja, a união de empresas, setor público, academias e institutos de pesquisa”, declarou. A FIESC participa desse trabalho em várias frentes. Uma delas é por meio da rede de institutos de inovação e tecnologia do SENAI que prestam serviço e consultoria, metrologia e desenvolve projetos em parceria com as indústrias, e o Centro SESI Inovação desenvolve tecnologias focadas na melhoria da saúde, segurança do trabalhador e do ambiente de trabalho. Outra frente é o IEL que contribui com as empresas no desenvolvimento de inovação em programas de gestão.


Com informações da MB Comunicação

 

 

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