Projetos desenvolvidos pelos institutos de inovação do SENAI em Joinville atendem demandas da Petrobras

Florianópolis, 30.7.2018 – Os Institutos SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser, localizados em Joinville, desenvolvem diversos projetos que os credenciam como importantes players mundiais de inovação na cadeia de fornecimento de soluções para a área de Óleo & Gás. Na semana passada, eles receberam a visita dos gerentes da Petrobras Gustavo Villela de Castro (da área de pesquisa e desenvolvimento), Byron Souza Filho (CENPES) e Flávio Vaz Vianna (Tecnologia de Equipamentos Submarinos) para análise de resultados e evoluções dos projetos em parceria que estão em andamento, além das discussões sobre projetos a serem assinados ainda em 2018.

Um dos projetos já desenvolvidos é o Robô de Pintura, que entrará na segunda fase. A primeira fase está em teste operacional – o equipamento será embarcado na Plataforma P35 da Petrobras em alto mar, onde quatro profissionais do SENAI farão os testes e homologações. Também está em andamento a Máquina a Laser de Limpeza e Texturização. Está previsto para início em 2018 o desenvolvimento de toda a Política de Validação para Aplicação de Processos de Manufatura Aditiva para a Fabricação de Componentes Críticos para Indústria de Óleo e Gás. A parceria resulta em investimentos em novos equipamentos para o SENAI por conta da Parceria Estratégica com a Petrobras.

Outros projetos

As inovações desenvolvidas pelo SENAI abrangem outras empresas e outros setores econômicos. Um dos casos mais emblemáticos é o nano satélite VCUB1, primeiro satélite da indústria brasileira e que está em desenvolvimento no Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, em Florianópolis, que foi apresentado à diretoria da FIESC, na sexta-feira (27), pelo presidente da Visiona Tecnologia Espacial, João Paulo Campos. Ele salientou que o VCUB1 integra a nova geração de satélites, chamada New Space, que se caracteriza por tecnologias mais avançadas, baratas e leves que as da Old Space. “Nas primeiras décadas, satélites custavam de 200 a 400 milhões de reais e chegavam a duas toneladas”, disse. O VCUB1 terá um custo de R$ 12 milhões e será um pequeno cubo com 10 cm x 20 cm x 30 cm e peso de 11 kg. “É quase que um brinquedo se comparado com os equipamentos das décadas anteriores”, afirmou. Empresa parceria no projeto, a Visiona é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras.

Na mesma reunião, o diretor regional do SENAI/SC, Jefferson de Oliveira Gomes, citou outros projetos em desenvolvimento pelos institutos de inovação da entidade. Os projetos são em parceria com a GM (sensores em moldes e matrizes), indústrias de ferramentaria de Joinville, Embraer (manufatura aditiva). “Além de desenvolver esses projetos, temos a perspectiva de inserir startups e indústrias catarinenses já consolidadas nas cadeias de valor que surgirão com estes projetos”, disse. 

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

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