Projetos foram criados por alunos da Aprendizagem Industrial em Produto da Moda e em Eletricista de Manutenção dos municípios de Brusque e Guabiruba; vencedores serão conhecidos no dia 28 de novembro em evento no Hotel Majestic Palace, em Florianópolis

Florianópolis, 27.9.2018 – Projetos desenvolvidos por estudantes do SENAI em Guabiruba e Brusque estão entre os finalistas do prêmio Brasil Sul Moda Inclusiva, do Instituto Social Nação Brasil. Os vencedores serão conhecidos no dia 28 de novembro em evento no Hotel Majestic Palace, em Florianópolis. Outros 14 projetos estão classificados. 

A coordenadora de educação do SENAI em Brusque, Natalia Tarter Thomaz, conta que eles tiveram dois relatos de experiências com colaboradores do SENAI que possuem deficiência visual para entender os principais desafios deles. “No primeiro momento eles conversaram sobre os tipos de deficiência e suas dificuldades. E no segundo momento, os alunos vivenciaram na prática, ou seja, sentaram em uma cadeira de rodas e usaram muleta, por exemplo”, explica. 

As peças desenhadas por Bárbara da Silva Chagas possuem sensores nos ombros e na gola para alertar pessoas com deficiência visual sobre obstáculos no caminho. A estudante utiliza tecnologia 3D na impressão de casacos e ombreiras. “As peças possuem detalhes em alto relevo para ajudar a identificar qual é a parte da frente da peça. Também planejei bolsos discretos para guardar objetos e dinheiro. Não é por causa da deficiência visual que eles não podem ter estilo”, afirma. Os sensores de aproximação serão fixados na peça nos detalhes impressos em 3D. 

Evelin Soave, outra aluna com projeto classificado no prêmio, também desenvolveu peças para pessoas com deficiência visual. “Fiz dois looks: um para dias de chuva, com calça impermeável, bolsos grandes para acomodar a bengala, e jaqueta impermeável com capuz e zíper magnético. Para o verão, desenhei uma camisa de manga curta com botões magnéticos”, relata. 

A estudante Camila de Souza criou peças pensando nas pessoas que usam cadeiras de rodas. “Pensei no uso em dias de verão, com aberturas laterais e tecidos confortáveis, facilitando o acesso das pessoas com deficiência a roupas para o dia a dia sem dificuldade para vestir”, conta. 

Já Lenita de Souza pensou nas pessoas que possuem lesões congênitas nas mãos. “Durante o processo de criação, o SENAI nos proporcionou uma experiência para entender as dificuldades que as pessoas com deficiência enfrentam todos os dias. Partindo das dificuldades que tive, adaptei coisas simples e pequenas, como usar botões magnéticos nas camisas”, descreve.


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