Instalação ocorreu durante evento que debateu, na FIESC, ampliação de negócios de SC com o País da Eurásia

Florianópolis, 14.3.2018 – As possibilidades de ampliação de negócios entre Santa Catarina e Rússia foram debatidas na manhã desta quarta-feira, 14, em seminário realizado na FIESC e durante o qual foi instalada a unidade de Representação da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria & Turismo em Santa Catarina. Os embargos russos à carne suína brasileira estiveram entre os temas em discussão. No período da tarde, foi realizada reunião entre o presidente da FIESC, Glauco José Côrte; o governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira; o embaixador da Rússia no Brasil, Sergei Pogossovitch Akopov, e representantes da Câmara, para discutir uma agenda de novos negócios e incremento dos já existentes.

Clique aqui para acessar a cobertura fotográfica (fotos de Fernando Willadino)

Côrte destacou que o relacionamento diplomático entre Brasil e Rússia existe há 190 anos, período em que ambos os países passaram por grandes transformações. “Essa parceria torna-se ainda mais relevante no contexto de intensificação das relações internacionais observada recentemente, a partir da qual o isolamento e a imposição de barreiras ao fluxo de mercadorias e serviços implicam limitações ao crescimento econômico das nações”, disse.

Côrte lembrou que entre 2016 e 2017, as vendas catarinenses de carne para a Rússia cresceram cerca de 50%. “Mas nos dois primeiros meses de 2018 a exportação foi praticamente nula em razão de episódio que tivemos no ano passado”, afirmou, referindo-se a investigações da Polícia Federal brasileira em frigoríficos. Mesmo assim, salientou, expectativas sobre a ampliação da parceria entre Santa Catarina e a Rússia são promissoras. “A instalação da Unidade de Representação da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria & Turismo em Santa Catarina representa um importante avanço em nosso comércio bilateral no sentido da construção de um relacionamento ainda mais próximo e profícuo”.

O embaixador Akopov defendeu a ampliação do que chamou de ‘alianças tecnológicas’. “Devemos passar de simples troca de mercadorias, de simples comércio a uma cooperação mais profunda, a uma integração de indústrias, de cooperação na área científica, educacional, política, cultural. Este é o único caminho para criar melhores condições para o desenvolvimento sustentável das economias dos dois países”, disse. Ele salientou que as limitações naturais de mercados impendem da ampliação de negócios de troca de mercadorias.

O diretor de Desenvolvimento Institucional e Industrial da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, também compreende a possibilidade de ampliação dos negócios de Santa Catarina com a Rússia. Segundo ele, a Rússia é o sexto principal destino de exportações catarinenses (respondendo por 4,5% das vendas externas do Estado). Por outro lado, a Federação da Rússia fica na 33ª posição entre os países de origem das importações realizadas por Santa Catarina (0,5% do total das compras externas).

O diretor de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, Antônio Sloasaski, apresentou a Investe SC. “É um instrumento para que o investidor trabalhe em parceria com o Governo de SC e a FIESC, contando com nosso conhecimento do mercado catarinense".

A questão do embargo russo à carne brasileira de carne foi retomada pelo conselheiro da Associação Brasileira de Proteína Animal, Odacir Zonta. Ele se mostrou otimista e acredita na retomada das exportações brasileiras à Rússia. “Basta que o Brasil cumpra alguns requisitos estabelecidos pelas autoridades sanitárias russas”. Ele acredita também na possibilidade de ampliação da produção conjunta, com investimentos de indústrias brasileiras naquele país.

O presidente da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria & Turismo, Gilberto Ramos, explicou os objetivos da organização que preside, informando que, entre as atribuições da entidade está a promoção de negócios. Mas, em linha com a manifestação do embaixador, sugeriu uma abordagem diferenciada. “Não devemos nos ater à venda de mercadorias, mas propor investimentos mútuos”, propôs.

No encontro da tarde, o governador Eduardo Pinho Moreira destacou as potencialidades de Santa Catarina e colocou a estrutura do governo estadual à disposição para o pleno restabelecimento e ampliação do comércio catarinense com a Rússia.

Assessoria de Imprensa

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

Entre em contato

Tire dúvidas, envie sugestões e reclamações

Fale conosco