Brasil é jovem e caminha para gastar 24% do PIB em previdência, disse o economista Paulo Tafner, na reunião de diretoria da FIESC, nesta sexta-feira (28). Hoje, o País gasta 12% do PIB com o pagamento de aposentadorias e pensões.

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Florianópolis, 28.4.2017
– “A previdência está comendo os recursos tributários do Brasil pagos por toda a sociedade. De 1988 para cá ficou evidente que o ritmo de crescimento da despesa é maior que o da receita. Os gastos aumentaram 223% em termos reais, num ritmo três vezes maior que o grau de envelhecimento. E começaremos a envelhecer mais rapidamente nos próximos 25 anos. Se não fizermos nenhuma reforma o País quebra”, afirmou o economista, professor e pesquisador Paulo Tafner, durante reunião de diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta sexta-feira (28), em Florianópolis.

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, manifestou a importância do setor industrial apoiar as reformas e valorizar o trabalho dos parlamentares que estão trabalhando pela sua aprovação. “É muito importante que estejam mobilizados em suas cidades e nos ajudem a debater, apresentar e apoiar as reformas que estão sendo encaminhadas e são indispensáveis para que o Brasil volte a crescer”, disse.

Hoje, o gasto brasileiro com o pagamento de aposentadorias e pensões, incluindo os setores público e privado, é equivalente a 12% do PIB. Segundo Paulo Tafner, o déficit dos regimes dos funcionários públicos da União, Estados e municípios e o administrado pelo INSS alcançou 4,9% do PIB em 2016 e continua em expansão. “Se nada for feito, em poucos anos vamos gastar 24% do PIB só com previdência”, alertou, destacando que a proposta de reforma apresentada não é a ideal, mas é boa e urgente.

O economista salientou que a previdência estimula o andar para trás da produtividade brasileira, que cresce menos que a dos países africanos. “A previdência é uma causa do País. Se nada for feito o Brasil vai entrar numa trajetória dramática de risco de default da dívida. Estamos à beira de um precipício fiscal e dele só é possível sair de três formas: ou por calote, ou com inflação alta ou tomando o dinheiro da poupança das pessoas. É um retrocesso de 30 anos”, advertiu Paulo. Ele disse ainda que no Brasil, os credores da dívida são os próprios brasileiros, diferente da Grécia, que quando quebrou impactou os estrangeiros. “No Brasil, os detentores da dívida pública somos nós, os trabalhadores, aqueles que têm uma poupança e títulos do tesouro direto”, afirmou.

O economista apresentou um quadro em que mostra que se gasta 50 vezes mais com a aposentadoria rural do que com saneamento. Ele também informou que os gastos com aposentadoria das classes média e alta é treze vezes maior do que os investimentos em transporte. Além disso, a aposentadoria por idade só do setor urbano é sete vezes o valor aportado no programa Minha Casa, Minha Vida. No caso da pensão por morte, o gasto é equivalente a toda a despesa com saúde. “Temos no Brasil filas históricas nos hospitais públicos. Mas é uma escolha da sociedade onde investir”, concluiu.




 

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