Evento realizado pela FIESC debateu cases de sucesso na cadeia produtiva do setor

Florianópolis, 19.11.2015 – Sistemas que reduzem custos e prazos de construções, tecnologias que agilizam a montagem de lajes e materiais de isolamento feitos com matéria-prima reciclada foram apresentados no Seminário de Inovação e Tecnologia na Cadeia da Construção Civil. O evento foi realizado na tarde desta quinta-feira (19), na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis. 

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou que a indústria da construção civil, que vinha resistindo à crise, começou em agosto a mostrar reduções no nível de emprego. Por isso, ressaltou a importância da realização do seminário. “Produtividade e competitividade são palavras-chave que, transformadas em ação, ajudam o País a reencontrar o caminho do desenvolvimento, criando os empregos que o Brasil precisa”, afirmou.

A dificuldade no cumprimento de orçamentos e prazos de obras pelo poder público, que prejudica a competitividade da economia, foi abordada por Rafael Fernandes da Silva, assistente da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. Ele reconheceu o descompasso entre a expectativa da sociedade e a velocidade de entrega por parte do governo.

Silva apresentou o programa de adoção do conceito de Modelagem de Informações da Construção (BIM, na sigla em inglês) em todas as obras do Governo do Estado, que pode aprimorar os projetos e as obras estatais. A tecnologia permite a criação de modelos virtuais de uma construção, aprimorando a análise e o controle ao longo de suas etapas.

Ele revelou que a reforma do Instituto Estadual de Educação - localizado em Florianópolis -, prevista para o próximo ano, será a primeira obra a adotar este conceito. Em parceria com a Alto Qi, o BIM deve ser ampliado a outras áreas da administração estadual, além de estatais como a Casan.

Para Carlos Roberto Olsen, diretor da IDP Brasil, a função primordial da tecnologia BIM é a redução dos riscos do investimento. O engenheiro apresentou dados que indicam que mais de 30% dos custos globais do setor se devem a erros de coordenação, desperdício de material e trabalho ineficiente. “O BIM vem ao encontro a uma grande carência de planejamento e orçamento preciso de projetos”, defendeu.

O superintendente do Instituto Euvaldo Lodi em Santa Catarina (IEL/SC), Natalino Uggioni, demonstrou o resultado de ações da entidade da FIESC junto ao setor da construção civil. Entre eles, destacou a melhoria dos ambientes de trabalho, a diminuição do desperdício e o melhor acompanhamento dos processos.

O evento contou ainda com apresentações de produtos inovadores no setor. A Tuper mostrou seu sistema de lajes nervuradas, que são feitas com aço galvanizado. Segundo a empresa, o material tem um quinto do peso se comparado a vigotas tradicionais pré-fabricadas e treliçadas, o que gera economia no uso de escoramentos e redução dos prazos de execução da fase estrutural. A EcoFiber apresentou sua lã fabricada a partir de PET reciclado. De acordo com Eduardo Rosa, gerente de unidade da empresa, o produto se destaca pelo baixo peso e pelo bom isolamento térmico e acústico. 



 

 

Fábio Almeida
Assessoria de Imprensa da FIESC
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