Em palestra durante evento do Pacto pela Inovação, diretor regional do SENAI/SC defendeu integração de empresas de pequeno e médio porte nas cadeias de valor de base tecnológica; ele destacou que a inclusão de pequenas e médias empresas é uma das premissas dos institutos de inovação do SENAI e do SESI

Florianópolis, 10.10.2018 – O diretor regional do SENAI/SC e professor do Instituto de Tecnologia de Aeronáutica, Jefferson de Oliveira Gomes, defendeu a integração de empresas de pequeno e médio porte nas cadeias de valor de base tecnológica. Ele proferiu palestra em evento do Pacto pela Inovação, que envolve entidades dos setores público, privado e academia, incluindo a Federação das Indústrias (FIESC) e suas entidades (SENAI, SESI e IEL). O encontro foi realizado no Instituto da Indústria da FIESC, no Sapiens Parque, em Florianópolis. “Muito mais do que um pacto pela inovação, temos que ter um pacto pela inovação para a internacionalização”, disse, defendendo que a inovação é o caminho para a inserção das empresas no mercado global.

“Estamos desenvolvendo, aqui neste instituto, um satélite demandado pela Embraer e pela Telebras, cujo valor será de 55 mil dólares por quilo, valor muito mais elevado do que a média dos itens da pauta de exportações brasileiras. Uma das premissas desse projeto é que, ao final, tenhamos pelo menos uma startup e uma média empresa catarinenses envolvidas no projeto”, disse. “Se integrarmos empresas catarinenses numa linha de fornecimento para a Embraer e a Telebras em um produto de 55 mil dólares o quilo, no mínimo esses fornecedores terão valor maior”, destacou, ressaltando que uma das diretrizes fundamentais da atuação dos 26 institutos de inovação do SENAI em todo o Brasil (incluindo os três de Santa Catarina) é o desenvolvimento de projetos estratégicos de grande porte e que incluem estudantes, pesquisadores e, fundamentalmente, pequenas e médias empresas. “O Instituto da Indústria não é fabricante de equipamentos, ajuda a desenvolver tecnologias, que depois serão colocadas em produção por empresas”, afirmou.

Gomes também enalteceu o ecossistema de inovação catarinense, que, segundo ele, se fortaleceu com o Pacto pela Inovação. “O Pacto foi brilhantemente coordenado, congregando várias instituições”, disse, ao fazer referência a algumas entidades ligadas ao setor. “Eu não conheço nenhuma estrutura tão madura quanto a Acate, é uma referência internacional”, ressaltou, citando igualmente a participação da Fundação Certi na composição do ecossistema de inovação de Santa Catarina.

Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

 

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