Especialista Ricardo Pelegrini participou da reunião de diretoria da FIESC e alertou para a necessidade de o setor estar aberto ao uso de mecanismos de inteligência artificial

Confira a cobertura fotográfica completa no Flickr da FIESC.

Florianópolis, 27.7.2018 – Mesmo com transformações disruptivas e rápidas, a indústria precisa estar atenta às oportunidades para aproveitar as tecnologias a seu favor. O alerta é do CEO da Quantum4 Soluções de Inovação, Ricardo Pelegrini, que participou nesta sexta-feira (27) da reunião e diretoria da FIESC, em Florianópolis. “Hoje existe uma visão equivocada quando se fala em transformação tecnológica e só se fala em tecnologia. Essas tecnologias hoje possibilitam fazer coisas que nós nunca fizemos antes, com uma potencialidade muito grande e com custos muito menores, gerando modelos de negócios inovadores”, explicou.
 
Pelegrini avalia que a participação da indústria no PIB não reflete o volume de inovação que vem desse setor, que é três a quatro vezes maior, segundo seus cálculos.  “Para qualquer País do mundo, como é o caso do Brasil, a indústria é fator crítico de sucesso. Ter uma indústria forte significa ter um país inovador”, afirmou, destacando que o setor é um dos que mais investe em inovação. 

Para o especialista, é uma mudança sem precedentes. “Nunca tantas tecnologias diruptivas surgiram ao mesmo tempo. O mundo se tornou móvel e se tornou social. Temos um smartphone, nosso principal mecanismo de acesso à internet, onde temos cerca de 24 aplicativos e acesso ao aparelho em 90% do nosso tempo. Por isso, varrer as redes sociais faz parte do negócio hoje para captar as impressões dos consumidores”, ressaltou Pelegrini. Atualmente, há cerca de 7 bilhões de aparelhos celulares no mundo.

“A internet das coisas (IoT) facilita a ponte entre o mundo físico e o digital. Mas hoje, 90% dos dados gerados ainda não são utilizados para nada”, revelou Pelegrini. “Estimativas mostram que 30 bilhões de dispositivos estarão conectados à internet em 2020, gerando uma explosão de dados. Uma pesquisa da IBM mostra que 50% dos líderes empresariais dizem que tomam decisão sem ter todas as informações na mão. É um contrassenso ter tantos dados à disposição, e pouca informação para tomar decisão”, completou. 

Pelegrini também alertou para o sequestro de dados, que é cada vez mais comum. O resgate ocorre mediante a compra de bitcoins – uma espécie de moeda virtual. “A segurança da informação precisa ser cada vez mais refinada”, frisou. Ele também falou da relação da tecnologia com novas ocupações. “É uma geração de oportunidade de trabalho muito grande e transformacional. Riscos existem, mas não podem gerar paralisia. As oportunidades são muito maiores. As empresas e universidades terão de se reinventar”, disse.

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, lembrou que a questão do emprego nesse novo mundo do trabalho está diretamente ligada à qualificação. “Estamos falando de educação, de melhoria do nível de escolaridade do trabalhador, de treinamento, de aprendizagem. Nós temos que investir para preparar os nossos trabalhadores, se queremos ser competitivos”, salientou. 

Sistemas cognitivos – Com sistemas cada vez mais inteligentes, as empresas estão investindo em mecanismos que raciocinam, aprendem e interagem. “A IBM vem implantando algo similar, que ela está chamando de Watson. São como humanos. Ao implantar um sistema de inteligência artificial, coloque os melhores experts para treinar as máquinas”, sugeriu Pelegrini, que apresentou alguns projetos que estão ocorrendo na indústria há dois anos. Entre eles, citou a detecção de câncer de mama, a partir da análise de um exame de imagem que avalia as características da imagem e aponta tamanho do tumor, tipo e possíveis tratamentos. Falou sobre o uso do Watson pelo setor financeiro para atendimento ao cliente, minimizando o tempo ao telefone para solucionar problemas. Também relatou o uso por escolas para personalizar as trilhas de aprendizagem dos estudantes; entre outros exemplos.   

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