Presidente da entidade mostrou resultados da iniciativa a secretários de educação de todo o País, reunidos em Florianópolis

Florianópolis, 19.3.2015 – O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, apresentou nesta quinta-feira (19) o Movimento A Indústria pela Educação a secretários estaduais de educação de todo o País, durante a reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), que ocorre em Florianópolis até sexta-feira (20).

O Movimento A Indústria pela Educação surgiu no final de 2012 em função de pesquisa internacional mostrando o Brasil na terceira posição no ranking dos países com mais dificuldades para encontrar profissionais qualificados para ocupar as vagas abertas no mercado de trabalho, informou Côrte. Em Santa Catarina, acrescentou, apenas 50% dos trabalhadores tinham a educação básica completa. “Foi um número que nos surpreendeu, pois a indústria necessita de 85% de seus trabalhadores com nível médio completo e os próprios empresários apontavam a qualidade da educação como uma das suas principais dificuldades para ter um índice de produtividade maior”, relatou. Isso afeta diretamente a competitividade do Brasil, já que outros países avançam mais rápido na melhoria da qualidade da educação, explicou.

Por isso, após o lançamento do Movimento, Côrte percorreu todas as regiões catarinenses para sensibilizar os industriais e a comunidade para a necessidade de reverter a situação. As empresas que aderiram ao Movimento representam quase 50% dos postos de trabalho no setor industrial. “A educação passou a ser o nosso principal eixo de atuação”, definiu Côrte, lembrando a capilaridade das entidades da FIESC, que estão presentes em mais de 200 municípios catarinenses e realizaram entre 2012 e 2014 mais de 800 mil matrículas em seus cursos.

Uma das preocupações da FIESC tem sido avaliar os resultados do trabalho em curso. Conforme pesquisa, 71% das empresas perceberam ganhos como a elevação dos níveis de competência e qualificação e aumento da produtividade dos trabalhadores. Em 44% delas ocorreu aumento dos anos médios de estudo da força de trabalho. Além disso, as indústrias registraram melhora nos índices de retenção de trabalhadores. “Temos muitos cases mostrando como as indústrias estimularam seus trabalhadores a estudar, inclusive com bônus-extra nos planos de participação nos resultados”, contou Côrte.

Depois de estimular, em 2014, maior envolvimento dos pais com a educação dos filhos, a pauta para 2015 coloca o jovem no centro da estratégia do Movimento. Para 2016 as ações voltam-se para a gestão escolar e em 2017 para os professores, adiantou o presidente da FIESC, acrescentando que com a adesão de novas entidades, o projeto é transformar a iniciativa em Movimento Santa Catarina pela Educação.

O secretário de Estado da Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, que preside o Consed, destacou o envolvimento da sociedade no Movimento, que reforça o projeto de expansão, com a participação de toda a sociedade. O presidente do Conselho Estadual de Educação, Maurício Fernandes Pereira, também chamou atenção para o caráter plural da iniciativa, que possui conselho de governança com representantes da sociedade civil, inclusive dos trabalhadores da indústria.


 

Elmar Meurer
Assessoria de Imprensa da FIESC
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