Assuntos integram a programação da Rodada de Inovação para a Água, iniciativa da FIESC, Governo de SC, Fapesc e Fundação Certi. Evento é realizado em Florianópolis nesta quarta e quinta-feira

Florianópolis, 13.6.2018 – O plano estadual de recursos hídricos mostra que nos próximos dez anos a demanda por água vai superar a capacidade de oferta do recurso outorgado em Santa Catarina. A informação foi dada pelo diretor do centro de economia verde da Fundação Certi, Marcos Daré, durante a Rodada de Inovação para a Água, encontro realizado nesta quarta e quinta-feira (13 e 14), em Florianópolis, pela FIESC, Governo de SC, Fapesc e Fundação Certi. “Temos um horizonte de dez anos de desafio. Parece um tempo muito longo, mas se esperarmos chegar próximo ao momento de crise para pensarmos em nos mover, não teremos tempo necessário para o surgimento de inovações, de mudanças de postura e até de modelos de negócios que nos permitam fazer frente ao problema”, alertou. A outorga de direito de uso dos recursos hídricos é um componente da Política Nacional de Recursos Hídricos por meio do qual o poder público autoriza, concede ou permite fazer o uso deste bem público.

Marcos lembrou que a água afeta todos os setores da sociedade. “Tanto as pessoas individualmente e a sobrevivência delas, quanto os negócios e a indústria diretamente. Um dos setores que mais vai sofrer as consequências disso, potencialmente, é a indústria. A forma de lidar com isso passa, basicamente, pela inovação”, afirmou, ressaltando que a sociedade como um todo precisa participar da solução, usando a água de forma racional e vendo o recurso como algo que tem valor econômico, social e ambiental. “Precisamos nos mobilizar em torno de um processo capaz de transformar essa realidade”, completou.

O presidente da Câmara de Qualidade Ambiental da FIESC, José Lourival Magri, destacou que sem água não é possível produzir nada. “Temos a água como fator de desenvolvimento. A competitividade da indústria passa pelo uso racional dos recursos naturais e, dentre eles, a água”, disse. Ele chamou a atenção para os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), eleitos pela ONU para o período 2015-2030, que trazem 169 metas, das quais, 90% passam pela água.

Historicamente, o tema água move o desenvolvimento da tecnologia, da indústria e da agricultura desde o início da civilização, lembrou o superintendente da Fundação Certi, José Eduardo Fiates. “Estudo já apresentado diz claramente os desafios que temos nessa área. A nossa visão é: sempre que há um desafio, há uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico”, ressaltou. 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Adenilso Biasus, disse que para ter uma boa gestão da água é preciso entender o papel do Estado. “A água está inserida na Constituição como principal bem público cuja responsabilidade pela preservação é de todos. Cabe ao Estado organizar a gestão da água”, declarou.

O presidente da Fapesc, Sergio Luiz Gargioni, salientou que o conhecimento técnico e científico é indispensável para garantir o uso da água. “Estamos acostumados com abundância desse recurso e não valorizamos tanto”, disse, salientando que em países onde a escassez é uma realidade, como Israel, há um uso melhor do recurso.  

Nos dois dias de encontro estão sendo realizadas palestras e painéis sobre os temas: ecossistema de inovação, criação de valor compartilhado e negócios de impacto, sistemas inteligentes e novas perspectivas, água virtual na cadeia da indústria, infraestrutura verde e soluções baseadas na natureza, mercados de água e gestão integrada de recursos hídricos. Paralelo aos debates, ocorre a Inova Expo, exposição de startups e empresas, e a Inova Spots, que são pequenas apresentações sobre tendências.

 

 

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