Em palestra na FIESC, professor e sociólogo José Pastore se disse otimista quanto aos impactos das novas tecnologias no mundo do trabalho

Florianópolis, 09.5.2018 – As novas tecnologias não vão necessariamente gerar desemprego, analisa o professor e sociólogo José Pastore, que, nesta quarta-feira, 9, proferiu palestra na FIESC sobre o futuro do trabalho na indústria 4.0. Ele salientou que as profissões devem sofrer transformações, mas se amparou no exemplo de países como Alemanha, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e outros da região da Escandinávia para se dizer otimista quanto à manutenção dos empregos. “É possível acompanhar as transformações tecnológicas e manter as pessoas trabalhando”, disse. O grande desafio, segundo ele, é encontrar a velocidade adequada de adaptação das pessoas às novas tecnologias. “É um problema sério e o Brasil vai sofrer neste campo”, destacou, referindo-se às questões relacionadas à qualidade da educação.

Pastore apresentou duas correntes de pensamento a respeito dos impactos das novas tecnologias no mundo do trabalho. Uma delas, que qualificou de pessimista, prevê profundas mudanças nas profissões e mesmo no fechamento de vagas. A outra, prevê a adaptação das pessoas à novas tecnologias e modelos de negócio, o que permitiria a manutenção das oportunidades de trabalho. “Os países que estão se ajustando estão fazendo isso primeiro com base numa educação geral de muito boa qualidade. Segundo, com o envolvimento das empresas que também ajudam o empregado a se ajustar às novas tecnologias. Ele pode não continuar na mesma atividade, mas vai para outra com base na requalificação que a empresa proporciona”, disse. Pastore enfatizou a existência de cursos de qualificação, até mesmo gratuitos na Internet, que veiculam essas novas tecnologias que esses países estão promovendo”, afirmou.

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, salientou a importância do tema, considerando que, conforme dados do Fórum Econômico Mundial, 30% das atuais ocupações não existiam há dez anos e 65% das crianças que atualmente chegam à idade escolar atuarão em profissões que hoje não existem. “É um grande desafio para escolas do SENAI e do SESI e também para as indústrias”, observou. “Essas preocupações encerram duas questões muito importantes: de um lado como preparar um jovem para este novo mundo do trabalho e, de outro, como qualificar os trabalhos atuais para se manterem produtivos ao longo de sua vida profissional que, como sabemos será mais longa do que a que os trabalhadores anteriores tiveram”, acrescentou. 

Clique para acessar a palestra de José Pastore.


Assessoria de Imprensa
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

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