Em reunião na FIESC, gerente da Floripa Airport disse que se a rodovia não for entregue no prazo, a SC-405, que já é congestionada, tem previsão de aumento de fluxo de até 30% com a entrega do novo terminal, prevista para 1º de agosto de 2019

Florianópolis, 28.11.2018 – Se o acesso ao novo terminal do Aeroporto Hercílio Luz, de Florianópolis, não ficar pronto no prazo, a SC-405 é a opção de ligação e o tráfego na rodovia, que já é congestionada, deve crescer de 25% a 30%, informou o gerente de relações institucionais da Floripa Airport, Simon Locher, durante reunião da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da FIESC. “Não podemos deixar de manifestar nossa preocupação”, disse, reconhecendo os esforços da Secretaria de Infraestrutura para avançar na obra. Ele disse ainda que o novo terminal tem previsão para ser inaugurado no dia 1º de agosto de 2019. Pelo contrato, a concessionária pode entregar até outubro, mas a obra está adiantada.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, disse que o acesso é uma preocupação constante. “A concessionária prevê entregar o terminal em agosto, antes do prazo previsto em contrato. Sabemos do esforço da Secretaria de Infraestrutura para resolver os obstáculos na obra, mas a preocupação não é só que o cidadão não vai ter acesso ao novo terminal. Essa é uma delas. A outra é quanto vai custar para o estado, em penalização, se a obra não for entregue no prazo previsto em contrato. A concessionária está fazendo os investimentos e precisa faturar para garantir o equilíbrio econômico e financeiro do contrato. Não honrar esse compromisso pode onerar nosso estado, além de comprometer a imagem de Santa Catarina como um estado com bom ambiente para receber investimento privado”, afirmou.

O secretário de Infraestrutura, Paulo França, disse que a obra de acesso ao novo terminal deve custar cerca de R$ 250 milhões, num contexto de crise. Ele explicou que houve muita dificuldade na questão ambiental, com desapropriações da ordem de R$ 50 milhões. “São mais ou menos 200 desapropriações. Fizemos a emissão de posse de cerca de 140 delas, com valor de pagamento já determinado pelo juiz.  Estamos com todas as obras em andamento, com exceção do primeiro trecho (por causa do vencimento do decreto de utilidade pública). Mas já foram feitos os encaminhamentos e teremos liberado na sequência também o primeiro trecho. Então, com relação à questão financeira e à parte física não tenho preocupação com o prazo de julho. É uma obra complexa, dentro do mangue, mas avanços estão ocorrendo dentro da estratégia que traçamos”, declarou.

Na reunião, Simon observou ainda que a concessão vale por 30 anos e o contrato dá direito a explorar economicamente o terreno em volta do aeroporto. “Podemos construir edifícios de negócios, pensar em um pequeno shopping, um centro de conferência ou hotel. São infinitas as oportunidades que temos dentro do nosso contrato de concessão. Queremos fomentar o debate sobre o desenvolvimento de Florianópolis, o sul da ilha e Santa Catarina. Esse aeroporto vai ter um impacto urbanístico considerável”, disse, salientando a importância de aprofundar o debate sobre mobilidade para permitir o crescimento da região. Ele informou ainda que no terminal atual foram feitos investimentos, como reforma dos banheiros, ampliação do mix comercial, da sala de espera, entre outros. Na apresentação, Locher destacou também o crescimento anual de passageiros no mundo, estimado em 4,6% até 2036. Na opinião dele, o aumento no Brasil e em SC pode ser maior.  

Ainda na reunião, o engenheiro Gabriel Vieira, abordou o tema valorização da engenharia, qualidade e durabilidade das obras de infraestrutura. Além disso, o gerente de infraestrutura de transporte, logística, meio ambiente e sustentabilidade da FIESC, Egídio Martorano, falou sobre os corredores rodoviários catarinenses.
 

Entre em contato

Tire dúvidas, envie sugestões e reclamações

Fale conosco