Solenidade, realizada nesta quinta-feira (15) com a presença de autoridades, marcou o início da operação da nova estrutura, de 3,3 mil m², localizada no Sapiens Parque, em Florianópolis

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Veja vídeo sobre o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados
Veja vídeo sobre o Centro de Inovação SESI em Tecnologias para Saúde


Florianópolis, 15.3.2018 – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) entregou nesta quinta-feira, dia 15, o Instituto da Indústria, que recebeu investimento de R$ 15 milhões e trabalha no desenvolvimento de inovações para o setor industrial. A estrutura, de 3,3 mil m², localizada no Sapiens Parque, em Florianópolis, abriga o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados e o Centro de Inovação SESI em Tecnologias para Saúde. Na solenidade de entrega, que contou com a presença de lideranças industriais e políticas, foi lançada a Carta da Indústria 4.0 (clique aqui), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, salientou que a união do Instituto SENAI e do Centro SESI em uma estrutura única é uma combinação perfeita. “De um lado, temos o SENAI que vai promover a melhoria da competitividade da indústria catarinense e de outro temos o SESI que vai cuidar da saúde, segurança e requalificação do trabalhador”, disse, lembrando que essa agenda também é crucial para que as empresas possam competir no mercado global. “Devido às mudanças demográficas, o trabalhador vai permanecer mais tempo no trabalho. Ele tem que ser um trabalhador saudável para ser produtivo e contribuir com a indústria. A ruptura representada pela indústria 4.0 é uma ameaça, sem dúvida, mas avaliamos também como uma grande oportunidade de o Brasil, ao lado das economias e países mais desenvolvidos, se alinhar a essas tendências e também implantar aqui esse novo sistema de manufatura, que é uma exigência do novo mundo do trabalho”, explicou ele. 

Côrte salientou ainda que esta é uma data histórica em que se fecha uma etapa do ciclo de implantação de três Institutos SENAI de Inovação em Santa Catarina, dos quais dois em Joinville e um em Florianópolis, além do Centro SESI de Inovação. “A nossa avaliação é de que esse complexo de unidades voltadas para a inovação tecnológica e que compõe um programa da CNI em todo o Brasil representa uma ruptura entre o que tínhamos e o que o Brasil passa a ter agora. Temos uma grande oportunidade de reduzir o gap que o País tem em relação aos países mais desenvolvidos”, disse.

Em seu pronunciamento, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, que dá nome ao Instituto da Indústria, enalteceu a participação do presidente Glauco não só na defesa da indústria catarinense, mas também brasileira, na CNI. Ele valorizou o trabalho do empresário industrial catarinense e o perfil empreendedor do Estado. “No Sistema Indústria temos pessoas muito competentes e essas pessoas têm a preocupação de inserir a indústria numa nova fase que é hoje a 4.0.  Então temos que ajudar a indústria brasileira a se inserir de uma maneira muito rápida nessa fase porque a próxima fase não vamos poder saltar”, disse. “Então precisamos estar preparados. As indústrias que vão sobreviver são as indústrias que investirem em ciência, tecnologia e inovação. Nós jamais conseguiremos fazer isso se não investirmos nas pessoas”, declarou. “Não se faz um País grande, um País forte com uma indústria pequena. O que fortalece o País, dá inteligência, conhecimento e força é a indústria”, finalizou.


A grande transformação da indústria 4.0 vai propiciar mudanças tanto no mundo do emprego quanto nas cadeias de valor, observou o diretor de educação e tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi. “As empresas que não perseguirem o domínio profundo dessas novas tecnologias seguramente não serão mais competitivas. E, não sendo mais competitivas, elas vão desaparecer. E com elas vão desaparecer os empregos. Daí porque todos os países do mundo e que lideram isso (Estados Unidos, Alemanha, China e Japão) têm criado programas muito fortes para o desenvolvimento de competências tecnológicas nas áreas da indústria 4.0”, declarou. Segundo ele, o SENAI será o grande parceiro da indústria brasileira no domínio profundo dessa competência; tanto na capacitação para o mundo do trabalho, com recursos humanos, sobretudo técnicos, quanto na agenda de novas tecnologias.

“O Instituto da Indústria é o conjunto de ações estruturadas para desenvolvimento de inovação para a indústria brasileira. Mais do que máquinas ou equipamentos, aqui nós temos ‘cabeças’; especialistas pensando em big data, em inteligência artificial, pensando ciência de dados. Sua atuação está focada na inserção da indústria catarinense e brasileira na quarta revolução industrial”, afirmou o diretor regional do SENAI/SC, Jefferson de Oliveira Gomes. “O que estamos entregando é diminuição de riscos e impactos, redução de custos e despesas de saúde e maior engajamento da força de trabalho para produtividade e competitividade. É a grande expertise e solução que pretendemos levar para a indústria”, resumiu o superintendente do SESI/SC, Fabrizio Machado Pereira.

Os dois empreendimentos, que funcionavam em outros endereços, iniciaram suas operações em 2015 e, nesse período, realizaram mais de uma centena de projetos para indústrias do Estado e do País. Esses projetos somam mais de R$ 23,5 milhões, oriundos de fontes de estímulo à inovação, como o Edital de Inovação na Indústria (da CNI), além de recursos das entidades da FIESC, contrapartidas das empresas parceiras e, mais recentemente, da Embrapii.

Rede nacional – O Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, um dos 25 do gênero instalados no Brasil (três em Santa Catarina) reúne mais de 40 pesquisadores das áreas de hardware, automação, computação em nuvem, inteligência artificial e outras áreas de tecnologias avançadas. No ano passado, o instituto foi credenciado como uma das Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o que lhe permite um aumento significativo no volume de projetos para os próximos anos, com a perspectiva de mobilizar, incluindo contrapartidas das indústrias, mais de R$ 16 milhões somente em 2018. O foco de atuação são os sistemas embarcados, ou seja, inteligência aplicada a máquinas e equipamentos (hardware). O instituto desenvolve sistemas de computação, conectividade e inteligência artificial para o setor industrial, promovendo a inovação para a indústria.

O Centro de Inovação do SESI é um dos oito do País e congrega uma dezena de pesquisadores. São profissionais de áreas ligadas à saúde e tecnologias digitais, atuando no desenvolvimento de projetos e tecnologias voltadas à saúde e segurança no trabalho.

Fundação Certi: O Instituto da Indústria conta ainda com a presença da Fundação Certi que, por meio de um acordo de cooperação técnica, desenvolve o Labelectron Nucleador. Trata-se de um projeto para tecnologias de manufatura de placas eletrônicas em pequenas séries competitivas e de mecanismos de referência para disseminação ao setor industrial. 

CONHEÇA PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO NO INSTITUTO DA INDÚSTRIA

Centro de Inovação do SESI

O Guidoo é um aplicativo que oferecerá serviços virtuais do SESI, por meio de tele-saúde, além de redes sociais e jogos para promoção de hábitos saudáveis.  A plataforma abrange desde o controle de metas, jornadas gamificadas de bem-estar e atividade física, criação de grupos e gincanas de desafios de saúde com acesso de profissionais da área. Por meio do app, o usuário interage com profissionais da saúde altamente qualificados, recebendo aconselhamento para saúde. A solução permite aplicação individual ou corporativa, engajando as pessoas por meio de atividades, desafios, dicas e informações de saúde, além de ser um guia na escolha do melhor caminho para alcançar o bem-estar, favorecendo a redução do sedentarismo e de custos assistenciais e ocupacionais.

O Seif é uma plataforma de monitoramento e gestão de segurança que permite aos gestores e suas equipes acompanharem o status de segurança das operações em campo, em tempo real. A solução possibilita a diminuição de acidentes, multas por inconformidades e ações trabalhistas. Para isso o Seif conta com sensores de monitoramento de trabalhadores em áreas de risco, além de um software e um aplicativo que permitem a realização de checklists, gestão de equipamentos de proteção individual, recebimento de alertas de risco e integração e tratamento de dados dos dispositivos em campo. O Seif também conta com um totem interativo que possibilita aos trabalhadores receberem informações e minicapacitações de segurança em campo, relacionadas ao trabalho que devem executar. O projeto piloto foi desenvolvido em parceria com a construtora Pasqualotto e 55 trabalhadores de uma obra em Balneário Camboriú receberam capacetes sensoreados que permitem o monitoramento dos profissionais em áreas de risco.

Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados

Inteligência artificial para otimizar processo produtivo

Projetos desenvolvidos pelo SENAI estão em linha com a Internet das Coisas e com a quarta revolução industrial ou Indústria 4.0. É o caso de trabalhos desenvolvidos para Embraco (Joinville), Audaces (Palhoça), Fischer (indústria de sucos, de Fraiburgo) e CNHI (máquinas de construção, de Belo Horizonte). Os projetos envolvem coleta (por sensores ou outros meios) e processamento dos dados que permitem a identificação das melhores alternativas de produção.

Na Audaces, está em desenvolvimento um sistema integrado e automatizado para processamento de dados da produção e melhoria de produtividade do negócio. O sistema organiza e sugere o melhor sequenciamento para a operação de corte de tecidos, diminuindo os gargalos para alcançar o melhor aproveitamento dos equipamentos.

Na Embraco, o projeto consiste no desenvolvimento de uma arquitetura de indústria 4.0 usando tecnologias como Big Data, análise de dados avançada, computação em nuvem e virtualização, possibilitando a integração de dados e auxílio à tomada de decisão para planejamento e otimização das melhorias nas linhas de produção. O processamento e análise deste grande volume de dados armazenados em uma solução Big Data, permite a identificação das principais estações causadoras das perdas na linha de produção. A combinação destes resultados com o modelo de virtualização da linha permite testar milhares de cenários, incluindo novas tecnologias para propor investimentos nas estações, diminuição de perdas de produção e consequente aumento da produtividade e qualidade. Outro propósito é criar uma base para implementações futuras de tecnologias de indústria 4.0 como robótica colaborativa ou autônoma.

Na Fischer, a ideia é que a fábrica aprenda com os dados que produz. A proposta é desenvolver um sistema integrado e automatizado que, com o aproveitamento das automações existentes, criará condições para um balanço ideal de processo, através da análise dos dados coletados como volume de fruta, horário de chegada, suco, tempo de residência, entre outros. O processamento dessas informações permitirá o ajuste guiado automático das condições de operação para melhor desempenho da produção de suco de maçã.

Com a CNHI, foi desenvolvido um sistema remoto para controle de máquinas de construção. O sistema é baseado em comunicação sem fio e permite o controle de acesso através de biometria e de várias funções de operação com um dispositivo portátil, como um smartphone ou um tablete.

Simulador de motor de combustão

A fabricante de autopeças Zen, de Brusque, desenvolveu, em parceria com o SENAI e o SESI de Santa Catarina, um simulador elétrico capaz de reproduzir o comportamento de um motor de combustão interna sem utilizar combustível e, dessa forma, evitar a geração de gases poluentes. O equipamento, que entrou em operação no ano passado, pode gerar economia anual de 11 mil litros de combustível, além de eliminar a emissão de 30 toneladas de gás carbônico (CO²) na atmosfera.  O simulador traz outros benefícios como redução significativa no nível de ruído emitido durante os ensaios, melhores condições ergonômicas e mais segurança no posto de trabalho. O dispositivo oferece flexibilidade para testar qualquer um dos mais de dois mil modelos de impulsores de partida fabricados pela Zen. Com base nas informações do motor de combustão utilizado na aplicação, serão simulados o torque e a velocidade de um propulsor real.

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